Nos últimos anos, autoridades de saúde monitoram com atenção o fungo Trichophyton mentagrophytes tipo VII (TMVII), variante de dermatófito que se alimenta de queratina da pele, cabelos e unhas.
A infecção pode afetar virilha, nádegas, coxas e região perianal e é popularmente conhecida como “coceira na virilha”, embora o termo simplifique a complexidade clínica do quadro. Casos têm preocupado profissionais de saúde em grandes centros urbanos da Europa, América do Norte e partes do Oriente Médio.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto pele a pele, incluindo relações sexuais, o que explica a maior incidência entre adultos sexualmente ativos.
A contaminação também pode ocorrer de forma indireta, por meio de toalhas, roupas íntimas, roupas de cama ou superfícies contaminadas. A prevenção inclui higiene íntima, não compartilhar itens pessoais e procurar médico ao notar lesões.
Fungo íntimo
Os sinais da infecção incluem coceira intensa e persistente, lesões vermelhas ou circulares, descamação, ardência e inflamação dolorosa na área afetada. Embora não seja uma doença fatal, o fungo pode apresentar resistência a antifúngicos comuns, tornando o tratamento mais complexo.
O diagnóstico pode ser confundido com outras condições dermatológicas ou infecções sexualmente transmissíveis, atrasando o início da terapia correta.
O tratamento indicado envolve antifúngicos tópicos ou orais prescritos por um dermatologista, com base na avaliação clínica e, quando necessário, exames laboratoriais que confirmem a presença do fungo. A automedicação não é recomendada, pois pode mascarar os sintomas e aumentar a resistência do microrganismo.
Esclarecimentos
Apesar de o termo “percevejo sexual” ter circulado popularmente, gerando confusão, é fundamental esclarecer que o TMVII não está relacionado a insetos ou parasitas, sendo exclusivamente uma infecção fúngica transmitida pelo contato direto.
Com o aumento dos casos e a dificuldade de identificação precoce, autoridades de saúde destacam a necessidade de fornecer informações precisas sobre o fungo e suas formas de contágio.
O diagnóstico rápido é essencial para controlar a propagação, enquanto o monitoramento contínuo e a capacitação de profissionais de saúde são estratégias-chave para minimizar o impacto dessa infecção emergente na saúde pública.






