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Notícia que ninguém sabia sobre Alzheimer foi publicada

Por Leticia Florenço
26/09/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Alzheimer - Foto: (Imagem/Reprodução)

Alzheimer - Foto: (Imagem/Reprodução)

Estudos recentes, realizados na China e no Reino Unido, trouxeram uma informação que poucos conheciam, viver próximo a áreas de intenso tráfego veicular pode aumentar o risco de desenvolver Alzheimer.

Pesquisas com mais de 460 mil participantes acompanhados durante quase 13 anos indicam que a proximidade com ruas e avenidas movimentadas está associada a alterações estruturais no cérebro que facilitam o surgimento da doença.

A poluição atmosférica, especialmente em regiões urbanas densamente povoadas, tem se mostrado um inimigo silencioso da saúde cerebral.

Substâncias como dióxido de nitrogênio (NO₂) e material particulado fino (PM2,5) penetram no organismo, provocando inflamações no cérebro, conhecidas como neuroinflamação, e contribuindo para o acúmulo de placas beta-amiloide, um marcador clássico do Alzheimer.

Alterações cerebrais visíveis

Os estudos revelam que a exposição prolongada ao trânsito não apenas altera funções cognitivas, mas também diminui o volume de estruturas cerebrais essenciais para a memória e o aprendizado.

Mesmo considerando fatores genéticos, o impacto da poluição é suficientemente significativo para aumentar o risco de demência em adultos de todas as idades.

Consequências

Os efeitos negativos da poluição no cérebro não se limitam a alterações cognitivas leves. Pequenos infartos cerebrais e danos vasculares podem ocorrer silenciosamente, aumentando a probabilidade de desenvolver demência vascular e outras formas de declínio mental.

A exposição contínua a partículas de fuligem e gases tóxicos compromete a saúde neurológica de forma progressiva e cumulativa.

Apesar de alarmante, essa descoberta também abre caminho para soluções com a poluição atmosférica é um fator de risco modificável. Medidas públicas de redução da emissão de poluentes, incentivo ao transporte limpo e planejamento urbano consciente poderiam reduzir os casos de Alzheimer ligados ao ambiente.

O Alzheimer, assim, deixa de ser apenas um risco genético e se torna também uma questão ambiental, reforçando a importância de cuidar do planeta para cuidar de nós mesmos.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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