O empresário bilionário Elon Musk anunciou, no último fim de semana, a criação de um novo partido político nos Estados Unidos.
A decisão veio à tona poucos dias após o magnata sul-africano romper com o governo de Donald Trump, de quem foi aliado próximo, e protagonizar uma troca de farpas pública com o presidente nas redes sociais.
O estopim do desentendimento foi a aprovação de uma nova legislação federal, sancionada por Trump, que corta subsídios para setores estratégicos da Tesla, fabricante de veículos elétricos comandada por Musk.
Elon Musk revela planejamento para lançar partido político nos EUA
Em uma série de postagens em sua conta na rede social X (antigo Twitter), Elon Musk afirmou que está fundando o “Partido da América”, movimento político que, segundo ele, nasce com a proposta de “restaurar a liberdade” nos Estados Unidos.
O empresário argumenta que o sistema atual não passa de uma falsa dualidade entre democratas e republicanos, a quem acusa de agirem como uma frente unificada em benefício da máquina estatal, em detrimento do interesse público.
“Vivemos sob um partido único disfarçado de dois. Não é uma democracia real”, escreveu ele.
O bilionário afirmou que a criação da nova legenda foi impulsionada pela frustração com o chamado “Grande e Bonito Projeto de Lei”, pacote econômico aprovado pelo Congresso e celebrado por Trump no feriado da Independência.
A medida, entre outras ações, elimina incentivos fiscais para veículos elétricos e amplia o teto da dívida pública — dois pontos sensíveis para Elon Musk, tanto em termos ideológicos quanto empresariais, já que ele é o maior acionista da Tesla, fabricante de carros elétricos.
Elon Musk consultou seguidores sobre novo partido, e Trump se pronunciou
Antes de anunciar formalmente o novo partido, Musk consultou seus seguidores por meio de uma enquete. Cerca de 1,2 milhão de usuários participaram da votação, e mais de 65% apoiaram a criação da sigla.
Embora ainda não tenha registrado o partido junto à Comissão Eleitoral Federal, Elon Musk garantiu que o movimento estará ativo já nas eleições de 2026, priorizando distritos e cadeiras estratégicas para influenciar votações-chave no Congresso.
Do lado de Trump, a resposta veio com desdém. O presidente classificou a iniciativa como “ridícula” e alertou para o risco de “confusão” no sistema político americano.
O ex-aliado, agora crítico, já vinha sinalizando um distanciamento desde que foi afastado do cargo que ocupava no governo como chefe do Departamento de Eficiência Governamental.
O rompimento se tornou público após os ataques mútuos em meio ao debate sobre o novo pacote legislativo aprovado no final da semana passada.






