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Dicas para garantir uma ‘poupança’ para ter um envelhecimento saudável

Por Leticia Florenço
27/07/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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Quando pensamos em envelhecer com tranquilidade, a primeira coisa que nos vem à mente é a necessidade de juntar dinheiro para o futuro. No entanto, garantir um envelhecimento saudável vai muito além da conta bancária.

Especialistas em gerontologia e neurociência têm defendido que o segredo está em cultivar, ao longo da vida, quatro tipos de “poupança”, a financeira, a física, a cognitiva e a de relacionamentos.

Poupança financeira

A reserva financeira é a mais tradicional e conhecida das quatro. Ela garante acesso a cuidados médicos de qualidade, alimentação balanceada, medicamentos, lazer e, muitas vezes, permite a contratação de cuidadores ou adaptação da casa para necessidades específicas da idade.

Mas mais do que juntar dinheiro, é importante construir uma relação saudável com as finanças, o que inclui:

  • Ter um planejamento financeiro de longo prazo
  • Evitar dívidas e aprender sobre educação financeira
  • Diversificar investimentos com foco na aposentadoria
  • Controlar gastos e viver dentro das possibilidades
  • Ter uma reserva de emergência para imprevistos

Planejar-se financeiramente é um dos passos mais importantes para evitar preocupações no futuro e poder escolher, com autonomia, como e onde envelhecer.

Poupança física

A poupança física diz respeito à capacidade de preservar a força muscular, o equilíbrio, a mobilidade e a saúde cardiovascular ao longo da vida. Isso significa que o corpo precisa ser cuidado como um investimento.

Um organismo bem treinado é capaz de resistir melhor às doenças, prevenir quedas e manter a independência funcional por mais tempo.

Como construir essa poupança?

  • Praticando musculação, pilates ou treino funcional, ao menos 2 a 3 vezes por semana
  • Fazendo exercícios aeróbicos, como caminhar, nadar ou pedalar, somando pelo menos 150 minutos semanais
  • Mantendo a flexibilidade e o equilíbrio com alongamentos e práticas como ioga ou tai chi
  • Acompanhando a nutrição e garantindo o consumo adequado de proteínas

Mesmo na terceira idade, o corpo pode responder positivamente aos estímulos. Iniciar ou retomar uma rotina de exercícios, com orientação médica, traz benefícios em qualquer fase da vida.

Poupança cognitiva

A reserva cognitiva é o que garante a capacidade do cérebro de continuar funcionando bem, mesmo diante de lesões ou doenças degenerativas. Ela é construída a partir do estímulo intelectual constante e do aprendizado ao longo da vida.

Quanto mais desafiamos a mente, mais conexões neurais formamos – e isso ajuda a retardar ou atenuar o impacto de demências, como o Alzheimer.

Ações para fortalecer essa poupança:

  • Ler livros, assistir documentários, escrever
  • Aprender coisas novas, como um idioma ou instrumento
  • Resolver quebra-cabeças, jogos de lógica, palavras cruzadas
  • Evitar a dependência de anotações e aplicativos: exercite a memória
  • Participar de cursos, oficinas, grupos de estudos

Importante lembrar que diversidade e prazer são palavras-chave. Aprender algo novo e divertido é muito mais eficaz do que repetir sempre o mesmo estímulo. Estimular a mente deve ser uma prática constante, e não apenas quando os sinais de perda cognitiva aparecem.

Poupança de relacionamentos

O ser humano é social por natureza. Ao longo do tempo, relações afetivas fortes se tornam um dos principais fatores de proteção contra a solidão, depressão e até o declínio cognitivo. Viver rodeado de afeto, companheirismo e troca é um dos elementos mais poderosos para manter o ânimo e o sentido da vida.

Como cultivar essa poupança afetiva?

  • Investindo em amizades verdadeiras e duradouras
  • Mantendo contato frequente com a família
  • Participando de grupos, associações, clubes e atividades em grupo
  • Fazendo trabalhos voluntários ou aulas presenciais
  • Estando aberto a novas conexões, inclusive na velhice

O isolamento pode ser tão prejudicial quanto doenças crônicas. A boa notícia é que nunca é tarde para estreitar ou construir novos laços. O simples ato de tomar um café com alguém ou ligar para um amigo já faz diferença.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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