A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que o uso indiscriminado de certos anti-inflamatórios pode representar riscos significativos à saúde, levando alguns governos a proibirem a sua comercialização. Entretanto, os brasileiros fazem uso desse medicamento, que segue disponível para toda a população.
O diclofenaco, um dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) mais populares, é um exemplo de fácil acesso no Brasil, mas enfrenta restrições em países como os Estados Unidos e Reino Unido. Isso porque estudos apontam que seu uso prolongado pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Vale mencionar que, mesmo com essas evidências, o medicamento continua a ser prescrito e consumido no Brasil, especialmente por quem busca alívio rápido para dores musculares, artrite e inflamações em geral. Outro detalhe importante é que sua versão de venda livre, ou seja, sem necessidade de receita médica, contribui para o uso descontrolado.
Especialistas explicam os riscos do anti-inflamatório
A Sociedade Brasileira de Reumatologia alerta que, apesar da eficácia do diclofenaco, seu uso requer acompanhamento médico. Isso porque, além dos riscos cardiovasculares, o medicamento pode provocar complicações gastrointestinais, como úlceras e sangramentos.
Outro ponto relevante é que pacientes com histórico de doenças cardíacas ou hipertensão devem evitar o uso do diclofenaco sem orientação profissional. Além disso, a automedicação é um fator de preocupação, já que muitos pacientes desconhecem as contraindicações e os efeitos adversos do medicamento.
Regulamentação para brasileiros
Enquanto países desenvolvidos impõem restrições ou retiram o diclofenaco do mercado, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) segue permitindo sua comercialização, embora haja recomendações sobre seu uso consciente.
É importante mencionar que especialistas defendem medidas mais rigorosas, como a obrigatoriedade de receita para todas as versões do medicamento e campanhas educativas sobre seus riscos. Além disso, alternativas mais seguras, como o paracetamol e a dipirona, são frequentemente indicadas para pacientes com restrições ao diclofenaco.