Um estudo do King’s College London, no Reino Unido, afirmou que até 6% da superfície terrestre do planeta pode se tornar inabitável nas próximas décadas devido ao calor extremo, colocando até mesmo o Brasil em risco. Com isso, o estudo mostra que o calor representa uma ameaça para a sobrevivência da raça humana, especialmente para as regiões tropicais e subtropicais.
Vale lembrar que o Brasil é, predominantemente, tropical com algumas regiões subtropicais. Isso significa que o Brasil pode está perto de ser tornar um lugar inabitável, reforçando a necessidade de medidas que freiem as mudanças climáticas.
Calor extremo pode ameaçar a vida humana
Estudos indicam que se a temperatura global aumentar 2 °C acima da média pré-industrial, os efeitos serão catastróficos. Isso porque o calor intenso poderá comprometer a capacidade do corpo humano de regular sua temperatura, tornando a exposição ao ar livre perigosa, mesmo sob sombra e com hidratação adequada.
Em algumas regiões, até mesmo adultos jovens e saudáveis estarão em risco. Apesar de alarmante, esses estudos mostram que a população está prestes a enfrentar um problema muito sério.
Outro detalhe importante é que o Brasil pode ser uma das nações mais afetadas. As regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste já registram aumento significativo das temperaturas e tendência de superaquecimento. O impacto será ainda maior para idosos e pessoas com doenças crônicas, que são mais vulneráveis ao estresse térmico.
Ondas de calor se intensificam no Brasil
O estudo publicado na revista Frontiers in Climate aponta que os eventos extremos de calor estão se tornando mais frequentes e prolongados no Brasil. Antes dos anos 2000, ondas de calor duravam cerca de cinco dias.
Hoje, essas ocorrências podem se estender por até 20 dias consecutivos, comprometendo a qualidade de vida da população e aumentando o risco de mortes relacionadas ao calor.
Vale mencionar que o fenômeno das “cúpulas de calor” tem se intensificado na América do Sul. No Brasil, esse bloqueio atmosférico impede a ocorrência das chuvas típicas do verão e contribui para um clima mais seco e quente, agravando a crise hídrica e os impactos na agricultura.