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Arqueólogos confirmam localização de cidade esquecida de Alexandria no deserto

Por Leticia Florenço
06/02/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Durante séculos, Alexandria no Tigre foi apenas um nome citado em textos antigos, cercado por incertezas e teorias. Agora, arqueólogos confirmaram a localização exata dessa cidade esquecida, fundada por Alexandre, o Grande, no século IV a.C., no sul do atual Iraque.

Conhecida também como Charax Spasinou ou Charax Maishan, a cidade ressurgiu como uma das mais importantes descobertas arqueológicas recentes do Oriente Médio.

O ponto estratégico entre rios, desertos e impérios

Alexandria no Tigre não foi construída ao acaso. Ela surgiu em uma região estratégica, próxima à confluência dos rios Tigre e Karun, funcionando como um elo vital entre o interior da Mesopotâmia e as rotas marítimas do Golfo Pérsico.

Por mais de 550 anos, a cidade atuou como um grande porto comercial, conectando mercadorias vindas da Índia, China e Afeganistão a mercados do mundo antigo.

Tecnologia moderna revelando uma metrópole antiga

A confirmação da cidade só foi possível graças ao uso de tecnologias avançadas. Pesquisadores liderados por Stefan Hauser, da Universidade de Konstanz, utilizaram drones, análises geofísicas e magnetômetros de alta precisão para mapear estruturas sem a necessidade de escavações profundas.

Esses métodos revelaram ruas organizadas, muralhas monumentais, templos, oficinas e complexos residenciais.

A região de Jebel Khayyaber, onde a cidade foi localizada, ficou inacessível por décadas devido a conflitos armados. A guerra Irã-Iraque, seguida pela instabilidade causada pelo Estado Islâmico, transformou o local em zona de risco, interrompendo pesquisas arqueológicas por gerações.

Apenas a partir de 2014 equipes internacionais puderam retomar os estudos de forma segura.

Fortificações, palácios e reconstruções sucessivas

Os vestígios mostram que Alexandria no Tigre passou por diversos ciclos de destruição e reconstrução. Suas muralhas chegavam a oito metros de altura e, em períodos posteriores, governantes locais, especialmente a família Spasinou, ampliaram as defesas com rampas de proteção que somavam cerca de 10 quilômetros.

O conjunto arquitetônico incluía palácios com pátios peristilados e colunatas imponentes.

Uma cidade planejada com precisão urbana

Modelos tridimensionais criados a partir de milhares de imagens de drones revelaram uma cidade altamente planejada. Alexandria no Tigre possuía ruas regulares, grandes quarteirões residenciais, templos monumentais e canais internos que abasteciam oficinas, fornos e áreas produtivas.

Há indícios de zonas destinadas à agricultura urbana e à administração comercial.

Comércio internacional e presença romana

Escavações sugerem que a cidade abrigava comerciantes estrangeiros, possivelmente ligados ao Império Romano, que atuavam no comércio com o Oriente.

Alexandria no Tigre funcionava como um verdadeiro centro de redistribuição, reorganizando o fluxo de mercadorias entre o Golfo Pérsico e o interior da Mesopotâmia, substituindo antigos portos afetados pela sedimentação.

O declínio causado pela mudança dos rios

Apesar de sua importância, o destino da cidade foi selado pela própria natureza. Com o passar dos séculos, o rio Tigre alterou seu curso para o oeste, dificultando o acesso fluvial.

A intensa sedimentação reduziu a funcionalidade do porto e, no século III d.C., Alexandria no Tigre foi gradualmente abandonada. Seu papel econômico acabou transferido para a região onde surgiria, mais tarde, a cidade de Basra.

O que ainda está escondido sob a areia

As pesquisas estão longe de terminar. Novas escavações estão planejadas para investigar canais de irrigação, oficinas industriais e grandes edifícios públicos.

Os arqueólogos também pretendem aprofundar o estudo da cronologia das construções, especialmente em áreas queimadas ou excepcionalmente preservadas, que podem revelar detalhes inéditos sobre a vida urbana no mundo antigo.

A redescoberta de Alexandria no Tigre não é apenas a localização de uma cidade perdida, mas uma janela para compreender como funcionavam as grandes redes comerciais da Antiguidade.

O achado reforça a genialidade estratégica de Alexandre, o Grande, e recoloca o sul do Iraque como um dos centros mais importantes da história urbana e econômica do mundo antigo.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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