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Quem informa CPF nas farmácias precisa saber desse comunicado

Por Karoline Calumbi
24/02/2025
Em Colunas, Mais Tendências
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CPF

Foto : Reprodução

A prática de informar o CPF ao finalizar compras em farmácias tem se tornado comum, mas poucos consumidores conhecem os riscos envolvidos e seus direitos conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Dessa forma, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) alerta sobre a necessidade de compreensão dos impactos dessa prática e como proteger suas informações pessoais.

Riscos ao informar o CPF na farmácia

Fornecer o CPF pode parecer uma simples formalidade, mas pode resultar em situações indesejadas. Entre os principais riscos estão:

  • Marketing direcionado: As farmácias podem usar seus dados para criar perfis de consumo e enviar promoções personalizadas, o que pode ser invasivo;
  • Venda de dados: Algumas empresas comercializam informações pessoais para terceiros sem consentimento expresso do consumidor;
  • Fraudes: Dados pessoais podem ser utilizados para ações fraudulentas, como abertura de contas bancárias ou contratação de serviços sem autorização.

A LGPD classifica informações relacionadas à saúde como dados sensíveis, exigindo maior proteção e transparência no tratamento dessas informações. Vale mencionar que a coleta de dados para fins comerciais sem consentimento é proibida.

Direitos do consumidor e como se proteger

A LGPD garante vários direitos aos consumidores em relação ao tratamento de seus dados. Entre eles:

  • Acesso aos dados: Todo cidadão pode solicitar informações sobre quais dados estão armazenados sobre ele;
  • Correção e exclusão: É possível requerer a correção de informações incorretas ou pedir a exclusão dos dados de bancos de dados empresariais;
  • Oposição ao tratamento de dados: O consumidor pode se recusar a fornecer informações e contestar o uso indevido de seus dados pessoais.

Outro detalhe importante é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que farmácias só podem coletar dados em casos específicos, como a venda de medicamentos controlados. Caso contrário, o fornecimento de informações pessoais é opcional.

Se houver suspeita de uso indevido de dados, o consumidor pode denunciar a prática junto ao Procon ou à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). É importante mencionar que a segurança dos dados pessoais depende também da cautela dos consumidores ao compartilhar informações.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Karoline Calumbi

Karoline Calumbi

Jornalista pela UFRRJ, universidade da baixada do Rio de Janeiro. Apaixonada pela profissão e dedicada em diariamente informar e entreter os leitores.

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