Mais de 112 mil famílias deixaram o Bolsa Família em Santa Catarina desde março de 2023, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
O principal motivo para os desligamentos foi o aumento da renda familiar, impulsionado pela conquista de empregos formais e pelo crescimento de atividades empreendedoras.
O número coloca o Estado entre os exemplos de redução da dependência de programas de transferência de renda, em um cenário marcado pela expansão do mercado de trabalho e pela recuperação econômica de diversos setores.
Mais de 3 mil famílias deixaram o benefício em maio
Somente em maio deste ano, 3,2 mil famílias catarinenses deixaram de receber o Bolsa Família após ultrapassarem os limites de renda exigidos para permanência no programa.
Entre os municípios com maior número de desligamentos, Joinville liderou o ranking estadual, seguida por Florianópolis e Blumenau. As cidades concentram importantes polos industriais, comerciais e de serviços, fatores que contribuem para a geração de empregos e oportunidades de renda.
Municípios com mais desligamentos em maio
- Joinville: 213 famílias
- Florianópolis: 203 famílias
- Blumenau: 124 famílias
- Lages: 114 famílias
- Palhoça: 112 famílias
- São José: 104 famílias
- Itajaí: 96 famílias
- Chapecó: 91 famílias
- Criciúma: 65 famílias
- Jaraguá do Sul: 61 famílias
Regra de Proteção garante transição gradual
Os desligamentos ocorreram dentro das regras previstas pelo programa. Atualmente, famílias que aumentam sua renda não perdem imediatamente o benefício graças à chamada Regra de Proteção.
O mecanismo permite que os beneficiários continuem recebendo metade do valor do Bolsa Família por até 12 meses, desde que a renda mensal por pessoa permaneça abaixo de R$ 706.
A medida foi criada para evitar que trabalhadores recusem oportunidades de emprego por receio de perder a assistência social de forma abrupta, funcionando como uma etapa de adaptação à nova realidade financeira.
endência também é observada no restante do país
O cenário registrado em Santa Catarina acompanha uma tendência nacional. Desde a retomada do Bolsa Família, em março de 2023, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o programa em todo o Brasil devido ao aumento da renda.
Os maiores volumes de desligamentos foram registrados em São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro, estados que concentram grandes mercados de trabalho e elevado número de beneficiários.
Especialistas apontam que a saída de famílias do Bolsa Família por aumento da renda é considerada um dos principais indicadores de mobilidade econômica dentro da estrutura do programa social.
Embora o benefício continue sendo essencial para milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade, os dados mostram que uma parcela dos beneficiários conseguiu melhorar sua condição financeira e alcançar renda superior aos limites estabelecidos para permanência no sistema.






