A Copa do Mundo e outras celebrações com fogos de artifício intensificam a exposição de cães e gatos a ruídos fortes, um problema recorrente sobretudo em áreas urbanas.
Estudos indicam que entre 25% e 50% dos pets apresentam algum grau de medo significativo de sons como fogos e trovões, sendo a ansiedade sonora uma das fobias comportamentais mais comuns em cães.
Fogos de artifício podem atingir entre 120 e 175 decibéis, nível suficiente para causar estresse intenso em cães e gatos, que possuem audição mais sensível e percebem os sons com maior intensidade, o que pode levar a medo e desorientação.
Estresse nos pets
Durante episódios de estresse, os pets podem ativar o estado de luta ou fuga, apresentando reações como tremores, tentativa de fuga, vocalização excessiva, aumento da frequência cardíaca e respiratória, salivação e comportamento de se esconder.
Em casos mais graves, embora menos frequentes, podem ocorrer:
- automutilação durante tentativas de escape
- convulsões
- colapsos associados ao estresse extremo
Os efeitos do estresse não se limitam ao momento do barulho e podem persistir por horas ou até dias, variando conforme a sensibilidade de cada animal. A vulnerabilidade tende a ser maior em alguns perfis, como:
- animais com pouca socialização a ruídos na fase inicial da vida
- cães e gatos com histórico de ansiedade de separação
- indivíduos com experiências traumáticas anteriores relacionadas a sons altos
- animais idosos, especialmente cães mais velhos
Forma de lidar com a situação
Estratégias de manejo e tratamento:
- Uso de feromônios sintéticos
- Roupas de compressão para reduzir ansiedade
- Sons de mascaramento, como ruído branco
- Medicação veterinária em casos graves, sob orientação profissional
- Manejo ambiental segue como principal medida imediata
Medidas preventivas:
- Manter os pets em locais seguros e silenciosos
- Reduzir exposição a ruídos intensos
- Garantir identificação atualizada
- Preparar ambientes com objetos familiares
Cuidados adicionais incluem evitar alimentos tóxicos como chocolate, uva e cebola em festas.
O processo de dessensibilização pode ajudar na adaptação aos estímulos, mas exige tempo e planejamento. Seus efeitos não são imediatos e tendem a ser mais eficazes quando iniciados com antecedência.






