A vice-presidência da BYD fez críticas ao uso de sistemas híbridos leves por concorrentes, aos quais se referiu informalmente como “híbridos fake”.
Segundo a avaliação da empresa, veículos equipados com tecnologia MHEV, presentes em modelos de marcas como Volkswagen e do grupo Stellantis, não deveriam ser classificados no mesmo nível de híbridos plenos ou plug-in.
Nessa visão, os híbridos leves atuam apenas como suporte ao motor a combustão, sem tração elétrica e sem impacto significativo na autonomia elétrica ou na redução de emissões.
Com isso, a empresa sustenta que o enquadramento desses modelos como híbridos pode levar o consumidor a interpretações equivocadas sobre eficiência e desempenho ambiental.
Críticas da BYD
A BYD também questiona a concessão de benefícios fiscais e incentivos regulatórios a veículos com eletrificação leve, argumentando que políticas públicas como isenção ou redução de IPVA e vantagens em restrições de circulação deveriam ser destinadas apenas a modelos com impacto ambiental mais expressivo.
No caso de marcas como a Volkswagen, a avaliação é de que esse enquadramento pode gerar vantagens competitivas indevidas, já que veículos MHEV acabam acessando incentivos voltados a tecnologias mais avançadas, mesmo sem reduzir emissões na mesma proporção.
O debate também envolve a definição regulatória do que caracteriza um híbrido. A BYD defende critérios mais rígidos conforme o nível de eletrificação, enquanto parte da indústria vê os MHEVs como etapa intermediária da transição energética, com custo menor e maior potencial de adoção.
Veículos eletrificados
Os MHEVs, ou híbridos leves, são sistemas que utilizam um motor elétrico de baixa potência, normalmente de 12V ou 48V, com função de apoio ao motor a combustão.
Eles atuam em situações como partidas e retomadas, melhoram o funcionamento do sistema start-stop e permitem a recuperação de energia durante as frenagens, sem capacidade de tração elétrica independente.
Esse debate ganha força no Brasil com a ampliação da oferta de veículos eletrificados e o avanço da BYD no mercado nacional, que recentemente atingiu a liderança no varejo desse segmento, superando projeções internas da própria empresa.






