A chegada da nova caneta emagrecedora brasileira Ozivy, prevista para o segundo semestre de 2026, marca um novo capítulo na indústria farmacêutica nacional e reacende o debate sobre o uso de medicamentos à base de semaglutida no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
Desenvolvido pelo laboratório EMS, o medicamento foi recentemente aprovado pela Anvisa e já é tratado como um dos lançamentos mais aguardados do ano.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a expectativa é que o produto chegue às farmácias com preço mais acessível do que as opções importadas, ampliando o acesso da população ao tratamento.
Ozivy
O Ozivy é considerado um marco por ser a primeira caneta emagrecedora totalmente produzida no Brasil, utilizando o mesmo princípio ativo presente em medicamentos já conhecidos mundialmente, como o Ozempic.
A substância semaglutida age simulando um hormônio intestinal responsável pelo controle do apetite e da glicose, ajudando tanto na perda de peso quanto no tratamento de diabetes tipo 2.
Com isso, o medicamento se torna uma alternativa importante para pacientes que não respondem bem a tratamentos tradicionais.
Aprovação e critérios da Anvisa
A aprovação do Ozivy ocorreu após o fim da patente do Ozempic no Brasil, abrindo espaço para versões nacionais e genéricas. A Anvisa avaliou o medicamento com base em três pilares fundamentais:
- Segurança do uso em adultos
- Eficácia no controle da glicemia e peso corporal
- Qualidade de fabricação e armazenamento
O medicamento foi aprovado especificamente para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, podendo ser usado isoladamente ou em combinação com outros medicamentos, como a metformina.
Funcionamento e aplicação da nova caneta
Assim como outras canetas à base de semaglutida, o Ozivy será aplicado semanalmente pelo próprio paciente. A tecnologia de liberação controlada permite uma ação prolongada no organismo, reduzindo a necessidade de doses diárias.
Um diferencial importante está no armazenamento: o medicamento precisa ser mantido refrigerado entre 2 °C e 8 °C durante todo o uso, exigindo atenção redobrada dos pacientes e farmácias.
Impacto no preço e acesso da população
Um dos principais destaques do anúncio é o preço. Segundo o governo, o Ozivy deve chegar ao mercado com custo até 30% menor do que versões importadas, por se tratar de um medicamento genérico.
Além disso, o Ministério da Saúde afirma que a entrada de novos concorrentes pode ampliar a disputa no mercado farmacêutico, o que tende a reduzir ainda mais os valores ao longo do tempo.
A expectativa é que isso torne o tratamento mais acessível, especialmente para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), caso o medicamento seja incorporado futuramente.
Possível uso no SUS e critérios de regulamentação
O Ministério da Saúde já iniciou estudos para avaliar a inclusão da nova caneta no SUS. No entanto, o uso ainda depende de protocolos rigorosos.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, um dos desafios é evitar o uso indiscriminado do medicamento, já que há preocupação com a utilização por motivos estéticos e não apenas clínicos.
A ideia é estabelecer critérios para prescrição, garantindo que o medicamento seja destinado principalmente a casos de diabetes tipo 2 e obesidade com indicação médica.
Concorrência e futuro dos medicamentos à base de semaglutida
Com o fim da patente de medicamentos como o Ozempic, o mercado brasileiro deve passar por uma expansão significativa. Segundo o governo, pelo menos 17 novos medicamentos similares estão em análise regulatória.
Essa concorrência pode acelerar a queda de preços e ampliar o acesso, além de estimular a inovação na indústria farmacêutica nacional.
Com produção nacional, expectativa de preços mais baixos e possível incorporação ao SUS, a caneta emagrecedora brasileira pode redefinir o padrão de tratamento metabólico no Brasil nos próximos anos, ao mesmo tempo em que levanta debates importantes sobre uso responsável, regulação e impacto social.






