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Novo projeto promete reduzir impacto ambiental no transporte marítimo brasileiro

Por Yasmin Henrique
28/05/2026
Em Geral
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Novo projeto promete reduzir impacto ambiental no transporte marítimo brasileiro

(Foto: reprodução/Venti Views/Unsplash)

As metas internacionais de redução de emissões no transporte marítimo têm colocado os corredores verdes no centro do debate sobre descarbonização global.

A Organização Marítima Internacional estabeleceu objetivos de corte na intensidade de carbono do setor até 2030, além da ampliação do uso de combustíveis de baixa ou zero emissão, o que deve induzir mudanças relevantes na operação e na estrutura da navegação mundial.

Dentro desse cenário, Brasil, Noruega e Holanda apresentaram um estudo de viabilidade técnica e econômica voltado à criação de corredores marítimos verdes no Atlântico Sul.

A proposta segue uma tendência internacional de criação de rotas comerciais específicas para embarcações com tecnologias e combustíveis menos poluentes, visando reduzir emissões em trajetos estratégicos entre América do Sul e Europa.

Projeto ambiental do transporte marítimo

O levantamento foi desenvolvido pela consultoria norueguesa DNV. Integra um processo de cooperação iniciado em 2025 entre Brasil e Noruega e em 2026 com a adesão da Holanda.

Fluxos e rotas analisadas

  • Rotas Brasil–Noruega somaram 88 viagens de grandes cargueiros.
  • Essas operações geraram cerca de 116 mil toneladas de CO2e.
  • Principais cargas: soja, minério e celulose.

Rotas prioritárias definidas

  • Vila do Conde (PA)–Karmøy (Noruega)
  • Santos–Rotterdam (Holanda)
  • Pecém–Rotterdam (Holanda)
  • Todas associadas a fluxos de commodities e energia.

Combustíveis avaliados

  • Biodiesel (opção mais imediata, compatível com motores atuais)
  • Amônia verde (exige novas embarcações e infraestrutura)
  • Metanol verde (também demanda adaptação tecnológica)

Papel estratégico dos países

  • Brasil: matriz energética renovável e forte infraestrutura portuária.
  • Noruega: tecnologia marítima e coordenação de projetos de descarbonização.
  • Holanda: logística portuária e conexão com o hub de Rotterdam, principal porta de entrada europeia.

Financiamento

Embora haja avanços tecnológicos, o estudo indica que o maior obstáculo não está apenas no acesso a combustíveis alternativos, mas na organização econômica do setor marítimo.

A falta de contratos de longo prazo, associada à necessidade de articulação entre armadores, portos, exportadores e governos, é apontada como um fator que limita a implementação dos corredores.

Como medida de continuidade, os três países avaliam a criação de um edital conjunto de pesquisa e desenvolvimento, com aporte estimado em cerca de R$ 450 milhões, destinado ao desenvolvimento de tecnologias e combustíveis voltados ao transporte marítimo de baixa emissão.

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Yasmin Henrique

Jornalismo na federal de Alagoas. Paulista de nascença, moro há mais de uma década no estado nordestino. Desde pequena fascinada pelo mundo da leitura e da escrita.

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