O lançamento do Tank Louis Mini pela Cartier em 2024 marcou um ponto de virada no mercado de relógios de luxo, impulsionando a popularidade de modelos muito pequenos, mas com alta demanda.
A tendência ocorre em meio a uma mudança mais ampla no setor, que após anos de predominância de relógios oversized, acima de 40 mm, passou a valorizar peças menores, movimento consolidado em 2026.
Embora não haja definição única, a categoria “mini” geralmente inclui relógios abaixo de 30 mm, com modelos que variam entre 15 mm e 26 mm.
Nesse cenário, marcas como Cartier, Audemars Piguet, Piaget, Chopard, Longines e Chanel passaram a ampliar coleções ou relançar linhas dedicadas a esse formato.
Mercado dos mini relógios
Crescimento do mercado
- O setor de relógios de luxo segue em expansão global
- Estimativas apontam faturamento entre US$ 45 bilhões e US$ 70 bilhões em 2025
- Projeções indicam que o mercado pode chegar a US$ 119 bilhões na próxima década
- O crescimento médio anual varia entre 4% e 8%
- O segmento de joalheria do grupo Richemont (Cartier, Van Cleef & Arpels) teve alta entre 14% e 16% nas vendas globais
Mercado secundário
- O mercado de relógios usados movimenta mais de US$ 20 bilhões no mundo
- Esse segmento cresce entre 9% e 11% ao ano
- Modelos menores e clássicos têm maior liquidez e ajudam a sustentar a demanda
Parte desse desempenho é atribuída à maior adesão de consumidores jovens, especialmente da Geração Z, cuja participação nas compras de relógios da marca aumentou de 1,7% para 6,8% em cerca de sete anos.
Comportamento da tendência
O segmento de relógios menores se destaca como um dos mais dinâmicos do luxo, dentro de um processo de “premiumização” que reduz volumes e eleva o valor das peças.
Nesse contexto, os relógios passaram a ser vistos mais como acessórios de moda e joalheria, ligados à estética minimalista e ao “quiet luxury”, fortalecendo modelos compactos nas coleções.
A tendência é ainda impulsionada pela presença desses relógios em eventos de grande visibilidade, como Met Gala e Festival de Cannes, onde celebridades passaram a exibir peças menores, ampliando sua influência cultural e o apelo simbólico desses modelos.






