Três consórcios apresentaram propostas para a concessão da Rota dos Sertões, trecho das BR-116 e BR-324 entre Feira de Santana (BA) e Salgueiro (PE).
O leilão integra o programa nacional de infraestrutura previsto para 2026 e foi realizado na B3, em São Paulo, dentro da estratégia federal de ampliar a participação privada em obras rodoviárias.
Entre os concorrentes, um dos consórcios reúne a empresa portuguesa Mota-Engil, a gestora Galapagos Capital e a Neo Invest, ligada ao grupo Novonor, ex-Odebrecht. Outro grupo é formado pela DMDL e pela Aspen.
A terceira proposta envolve um fundo da Yvy Capital, associado à gestão ligada ao ex-ministro da Economia Paulo Guedes, além do grupo Houer.
Leilão da Rota dos Sertões
Estrutura do projeto e concessão
- Concessão terá duração de 30 anos
- Integra corredor rodoviário de 502 km entre Bahia e Pernambuco
- Considerado estratégico para integração logística do Nordeste e escoamento de produção regional
Modelo de contrato e remuneração
- Pagamento baseado em cobrança de pedágio
- Exigência de cumprimento de metas de desempenho
- Vencedor será o consórcio com maior desconto sobre a tarifa básica por quilômetro rodado
Tarifas previstas
- Pista simples: R$ 0,09505 por km
- Pista dupla: R$ 0,12356 por km
Infraestrutura e abrangência
- Implantação de cinco praças de pedágio (atualmente inexistentes)
- Localização: Feira de Santana, Teofilândia, Quijingue, Chorrochó (BA) e Cabrobó (PE)
Investimentos e custos
- R$ 4,13 bilhões em obras
- R$ 4,4 bilhões em custos operacionais ao longo do contrato
Obras previstas
- Duplicação de mais de 94 km de rodovias
- Construção de acostamentos e vias marginais
- Implantação de passarelas para pedestres
- Áreas de apoio a caminhoneiros
- Melhorias em sinalização e segurança viária
Cronograma
- Execução das obras de forma progressiva
- Conclusão prevista até o sexto ano da concessão
O leilão segue o modelo de concessões rodoviárias utilizado pelo governo federal para atrair capital privado e ampliar a eficiência da gestão de rodovias estratégicas, com expectativa de maior concorrência entre grupos nacionais e estrangeiros interessados em projetos de infraestrutura no país.






