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Deolane foi presa de novo? Influenciadora é acusada pela 2º vez de lavagem de dinheiro

Por Leticia Florenço
21/05/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Deolane Bezerra - Reprodução/Instagram

Deolane Bezerra - Reprodução/Instagram

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro das atenções após ser alvo de uma nova operação policial relacionada a suspeitas de lavagem de dinheiro.

O caso rapidamente repercutiu nas redes sociais e trouxe novamente à tona a primeira prisão da empresária, ocorrida em 2024, quando ela foi investigada por envolvimento em movimentações financeiras ligadas a apostas ilegais.

A nova ação, realizada nesta quinta-feira, envolve investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. Segundo as autoridades, o foco agora seria um suposto esquema de ocultação de patrimônio ligado ao PCC, facção criminosa considerada uma das maiores do país.

Primeira prisão aconteceu em Pernambuco

A primeira vez que Deolane foi presa ocorreu em setembro de 2024, no Recife. Na ocasião, a operação investigava uma organização suspeita de movimentar aproximadamente R$ 3 bilhões por meio de empresas, apostas ilegais e mecanismos financeiros usados para esconder a origem do dinheiro.

As investigações apontavam um complexo esquema de lavagem de capitais associado a plataformas de jogos de azar. Além da influenciadora, outras pessoas próximas também passaram a ser monitoradas pelas autoridades.

Entre os nomes envolvidos estava a mãe de Deolane, Solange Bezerra, que igualmente acabou detida durante a operação policial.

Justiça bloqueou bilhões em bens e contas

Durante a ofensiva policial, a Justiça autorizou o bloqueio de aproximadamente R$ 2,1 bilhões em ativos financeiros. O objetivo era impedir movimentações suspeitas e preservar possíveis valores ligados às investigações.

Além das contas bancárias, houve determinação para apreensão de veículos de luxo, aeronaves e outros patrimônios atribuídos aos investigados. A dimensão dos valores chamou atenção nacionalmente e transformou o caso em um dos mais comentados daquele período.

A ostentação frequentemente exibida nas redes sociais acabou virando um dos pontos mais debatidos pelo público, principalmente após a divulgação das cifras bilionárias mencionadas pela investigação.

Prisão domiciliar terminou em nova polêmica

Depois de alguns dias presa na Colônia Penal Feminina do Recife, Deolane conseguiu habeas corpus e passou para o regime domiciliar. A decisão judicial, porém, veio acompanhada de uma série de restrições.

Entre as medidas cautelares impostas estavam:

  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • Proibição de conceder entrevistas;
  • Restrições quanto ao uso das redes sociais;
  • Necessidade de comparecimento periódico à Justiça.

A situação mudou rapidamente após sua saída da prisão. Ao deixar a unidade penitenciária, a influenciadora falou com jornalistas e publicou uma imagem nas redes sociais em que aparecia com a boca coberta por uma fita adesiva em formato de “X”.

Benefício foi revogado em menos de 24 horas

No dia seguinte à soltura, Deolane compareceu ao fórum para formalizar os procedimentos da prisão domiciliar. Foi nesse momento que recebeu a informação de que o benefício havia sido cancelado.

A Justiça entendeu que houve descumprimento das medidas impostas. Com isso, ela retornou ao sistema prisional e acabou transferida para a Colônia Penal Feminina de Buíque, no Agreste pernambucano.

O episódio gerou enorme repercussão online e dividiu opiniões entre seguidores, críticos e especialistas jurídicos.

Nova investigação envolve suspeita de ligação com o PCC

Agora, quase dois anos depois, a influenciadora voltou a ser citada em outra grande operação policial. Desta vez, a apuração investiga um possível esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital.

Segundo os investigadores, uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, interior paulista, teria sido usada para movimentações financeiras ilegais atribuídas à facção criminosa.

As autoridades suspeitam que empresas formalmente registradas eram utilizadas para ocultar a origem de recursos e facilitar transferências milionárias.

Outros nomes conhecidos também foram alvo

A operação não atingiu apenas Deolane. Entre os investigados aparecem nomes apontados como integrantes importantes da organização criminosa.

Um dos citados é Marco Herbas Camacho, apontado pelas autoridades como liderança máxima do PCC. Outro nome mencionado nas investigações é Everton de Souza, descrito como operador financeiro do grupo criminoso.

Familiares ligados à facção também teriam sido incluídos na investigação.

O que é “smurfing”, técnica citada no caso?

Durante as investigações anteriores, autoridades mencionaram o uso de uma prática conhecida como “smurfing”. O método consiste em fragmentar grandes quantias de dinheiro em várias pequenas transferências bancárias para dificultar o rastreamento pelos órgãos de fiscalização.

Esse mecanismo costuma ser associado a esquemas de lavagem de dinheiro porque permite dispersar os valores em diversas contas, empresas e movimentações aparentemente legais.

Especialistas afirmam que a técnica é frequentemente utilizada em operações clandestinas para mascarar a origem ilícita de recursos.

Caso continua cercado de repercussão nas redes sociais

A trajetória de Deolane nas investigações ganhou enorme repercussão por misturar elementos de celebridade, luxo, influência digital e suspeitas criminais de grande escala.

Com milhões de seguidores, a influenciadora se tornou um dos nomes mais comentados da internet brasileira sempre que surgem novas atualizações do caso. Enquanto isso, a defesa da empresária nega irregularidades e afirma que ela é inocente das acusações apresentadas até o momento.

Apesar da repercussão, as autoridades ainda seguem reunindo provas e analisando movimentações financeiras relacionadas ao caso. A nova operação busca identificar como funcionaria a suposta rede de empresas utilizadas para ocultar recursos ilegais.

Até o momento, os processos continuam em andamento e ainda dependem de desdobramentos judiciais para definição das responsabilidades de cada investigado.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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