A descoberta de um amplo depósito de cobre, ouro e prata na América do Sul foi anunciada pela mineradora Vicuña, uma joint venture entre a canadense Lundin Mining e a australiana BHP.
O achado é considerado um dos mais relevantes dos últimos 30 anos no setor mineral global, tanto pela dimensão quanto pelo potencial econômico associado.
O depósito está localizado na província de San Juan, na Argentina, em uma área próxima à fronteira com o Chile, que se estende até a região do deserto do Atacama.
O projeto integra o chamado Distrito Vicuña, formado pelos depósitos Filo del Sol e Josemaría, situados a cerca de 10 quilômetros um do outro e interpretados como parte de um mesmo sistema mineral.
Depósito gigante
Os recursos foram divididos em duas categorias: medidos, com confirmação por estudos técnicos, e inferidos, baseados em estimativas preliminares.
Contexto geológico
- O distrito está localizado em uma das áreas mais ricas em cobre dos Andes.
- O local é considerado um dos novos polos minerais mais relevantes do mundo.
- A formação geológica inclui depósitos do tipo porfírico e epitermal, associados a grandes jazidas de metais preciosos.
Estimativas da empresa
- Cerca de 13 milhões de toneladas de cobre confirmadas e mais de 25 milhões projetadas.
- Aproximadamente 32 milhões de onças de ouro.
- Cerca de 659 milhões de onças de prata.
No campo econômico, o projeto é considerado um dos maiores investimentos minerários da Argentina, com potencial de movimentar dezenas de bilhões de dólares ao longo de seu desenvolvimento.
Também é visto como estratégico na transição energética global, já que o cobre é essencial para eletrificação e tecnologias de energia limpa.
Projeto da mineradora
O projeto está em fase avançada de exploração e estudos técnicos, ainda sem operação comercial.
As próximas etapas envolvem a elaboração de um relatório técnico integrado e a definição do plano de desenvolvimento, previstos para os próximos anos.
Apesar do potencial, o empreendimento enfrenta desafios importantes, como a altitude superior a 4 mil metros na região andina, a logística complexa, as condições climáticas extremas e questões ambientais relacionadas ao uso da água e à preservação de geleiras, o que exige licenciamento e monitoramento contínuos.





