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Brasileiros vão poder cancelar passagens sem precisar pagar multas com esse nova lei

Por Leticia Florenço
20/05/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Passagens - Reprodução

Passagens - Reprodução

Uma nova proposta em tramitação na Câmara dos Deputados pode mudar de forma importante a forma como candidatos de concursos públicos lidam com viagens aéreas no Brasil.

A medida aprovada pela Comissão de Defesa do Consumidor prevê que, em caso de alteração na data de provas, os candidatos poderão remarcar passagens sem pagar multa.

A iniciativa busca reduzir prejuízos financeiros e garantir mais segurança para quem precisa viajar para realizar etapas de concursos em outras cidades ou estados.

O que prevê o projeto aprovado

O texto estabelece que, quando houver mudança na data de uma prova de concurso público, o candidato terá direito à remarcação gratuita da passagem aérea. Isso inclui a isenção de taxas de cancelamento e alteração normalmente cobradas pelas companhias aéreas.

A proposta ainda está em fase inicial de tramitação, mas já representa uma mudança relevante na proteção ao consumidor em situações envolvendo serviços essenciais como transporte aéreo.

Se aprovado definitivamente, o projeto deve beneficiar candidatos de concursos em todas as esferas: federal, estadual e municipal. Também serão contemplados estudantes e profissionais que precisam se deslocar para outras cidades para realizar provas.

O principal foco é atender pessoas que organizam viagens com antecedência e acabam sendo prejudicadas quando há alteração inesperada no cronograma dos concursos.

Como funcionará a remarcação sem multa

Para ter acesso ao benefício, o candidato deverá apresentar um documento oficial emitido pela banca organizadora do concurso, comprovando a mudança na data da prova.

Com esse documento, será possível solicitar diretamente à companhia aérea a remarcação da passagem sem cobrança de multa, podendo haver ajuste de data ou crédito para uso futuro, conforme regras da empresa.

Responsabilidade entre companhias aéreas e bancas organizadoras

O projeto também define como será a divisão de responsabilidades financeiras. A ideia é que as companhias aéreas não arquem com o prejuízo final, transferindo o custo para as bancas organizadoras quando estas forem responsáveis pela alteração do calendário.

O objetivo é criar um sistema mais equilibrado, evitando que o consumidor seja o único prejudicado por mudanças externas.

A medida é vista como positiva para candidatos, já que reduz custos inesperados com passagens e diminui o impacto financeiro de mudanças de última hora. Também aumenta a previsibilidade para quem depende de viagens para participar de seleções públicas.

Além disso, especialistas apontam que a proposta pode incentivar maior organização na definição e cumprimento de cronogramas por parte das bancas organizadoras.

Tramitação do projeto de lei

Após aprovação na Comissão de Defesa do Consumidor, o projeto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se avançar, seguirá para votação no plenário da Câmara dos Deputados e depois para o Senado Federal.

Somente após essas etapas e eventual sanção presidencial a proposta poderá se tornar lei.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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