Uma pedra histórica da antiga “Estrada dos Peregrinos”, caminho utilizado por judeus em direção ao Templo de Jerusalém há cerca de dois mil anos, é um dos destaques da nova exposição do Museu da Bíblia.
O objeto pode ser atravessado pelos visitantes durante a mostra, que busca recriar aspectos da época de Jesus.
A exposição também exibe uma pedra retirada do Monte do Templo, ligada ao complexo hoje conhecido como Muro das Lamentações.
O bloco, que pesa cerca de uma tonelada, teria sido derrubado durante a destruição de Jerusalém pelos romanos no ano 70 d.C.
Da pedra aos pergaminhos
Os artefatos arqueológicos estão ao lado de fragmentos raros dos Manuscritos do Mar Morto, encontrados entre 1947 e 1956 nas cavernas de Qumran, próximas ao Mar Morto, no deserto da Judeia.
Considerados uma das maiores descobertas arqueológicas da história, os pergaminhos estão em exibição até setembro de 2026.
A mostra reúne cerca de 65 manuscritos e aproximadamente 200 artefatos ligados ao período do Segundo Templo, época próxima à vida de Jesus.
Textos preservados
- Fragmentos dos livros de Isaías, Salmos, Números e Lamentações.
- Livro de Tobias.
- Relatos apócrifos sobre o nascimento de Noé.
- Documentos ligados à comunidade judaica de Qumran.
Características dos pergaminhos
- Datados entre o século II a.C. e o século I d.C.
- Considerados algumas das cópias mais antigas conhecidas de textos bíblicos hebraicos.
- Escritos em couro, papiro, velino e lâminas metálicas.
- Produzidos em hebraico, aramaico, grego e nabateu.
- Destaque da exposição – Manuscrito de Isaías copiado por escribas em hebraico antigo sobre couro.
Outros artefatos arqueológicos da exposição
- Pedra de Magdala, encontrada em sinagoga do século I na Galileia
- Fragmentos do “Barco de Jesus”, embarcação pesqueira do Mar da Galileia descoberta em 1986
Objetivo pros visitantes
De acordo com o curador-chefe do museu, Bobby Duke, os Manuscritos do Mar Morto ampliaram em cerca de mil anos o registro histórico dos manuscritos hebraicos conhecidos até então pelos estudiosos.
Já a arqueóloga Debora Ben Ami afirma que a proposta da mostra é aproximar o público da Jerusalém antiga por meio do contato direto com objetos e estruturas históricas preservadas por aproximadamente dois mil anos.





