Empresas da construção civil na China começaram a instalar enormes domos infláveis sobre canteiros de obras em cidades como Guangzhou, Shenzhen e Jinan.
A proposta é diminuir a propagação de poeira, sujeira e barulho em regiões urbanas movimentadas, criando uma barreira entre a obra e o entorno.
As estruturas permanecem infladas por sistemas contínuos de ventilação e não precisam de pilares internos, o que permite o funcionamento normal de caminhões e máquinas pesadas no interior da cobertura.
Além de conter partículas lançadas no ar, os domos auxiliam no controle da temperatura e da circulação interna do ambiente.
Bolhas gigantes nas obras
As estruturas são produzidas com membranas de poliéster revestidas por PVDF, material conhecido pela leveza e alta resistência em coberturas técnicas.
Segundo as empresas responsáveis, os domos também podem ser reutilizados em diferentes projetos, já que, após o desmonte, são esvaziados, dobrados e transportados facilmente para outros canteiros de obras.
Além de reduzir o impacto visual e os níveis de ruído nas regiões urbanas, a tecnologia tenta limitar os efeitos da poeira da construção civil sobre a saúde da população.
Autoridades chinesas afirmam ainda que os domos auxiliam no cumprimento de normas ambientais mais rígidas e ajudam a diminuir reclamações de moradores sobre sujeira e barulho provocados pelas obras.
Casos de uso
Guangzhou
- Um domo de quase 9 mil metros quadrados foi instalado sobre uma área de reforma.
- Dados divulgados pelo governo de Shenzhen apontam bloqueio de até 99% da poeira.
- A estrutura também reduziu os níveis de ruído para menos de 60 decibéis.
Shenzhen
- Outro domo chegou a cerca de 40 metros de altura.
- A cobertura ultrapassou 12 mil metros quadrados.
- A estrutura recebeu sistemas inteligentes de pulverização, resfriamento e monitoramento ambiental.
Jinan
- A cidade recebeu um dos maiores domos infláveis do mundo.
- A estrutura possui aproximadamente 50 metros de altura e 20 mil metros quadrados de cobertura.
- O domo foi instalado próximo a escolas, prédios residenciais e uma igreja histórica para reduzir impactos da obra sobre moradores e o comércio local






