Considerado o maior tsunami já documentado no mundo, o megatsunami de Lituya Bay aconteceu em 9 de julho de 1958, no Alasca, Estados Unidos.
A onda alcançou impressionantes 524 metros de altura, dimensão superior a muitos arranha-céus modernos e equivalente a um edifício de mais de 170 andares.
O episódio teve início após um forte terremoto, estimado entre magnitudes 7,8 e 8,3, atingir a região da Falha Fairweather. A força do tremor desencadeou o colapso de cerca de 40 milhões de metros cúbicos de rochas e gelo nas águas da baía.
Em poucos instantes, o impacto deslocou um enorme volume de água e deu origem à gigantesca onda que entrou para a história como o maior megatsunami já registrado.
Maior onda do Alasca
A própria geografia da Baía de Lituya ajudou a intensificar o desastre. Cercada por montanhas e com formato estreito, semelhante a um fiorde, a região concentrou a força da água e fez a onda alcançar proporções extremas.
A vegetação foi arrancada a até 524 metros acima do nível do mar, deixando marcas visíveis até hoje em imagens de satélite.
Apesar da dimensão do megatsunami, apenas cinco pessoas morreram, já que a área era isolada e pouco habitada.
Sobreviventes relataram ter ouvido um estrondo semelhante a uma explosão antes da chegada da onda, que ultrapassou velocidades de 160 km/h.
Novo registro
Mais de seis décadas depois, o Alasca voltou a registrar um fenômeno semelhante. Em agosto de 2025, o segundo maior tsunami já documentado atingiu 481 metros de altura no fiorde Tracy Arm, após um grande deslizamento de terra próximo à geleira South Sawyer.
Milhões de toneladas de rochas caíram na água e geraram uma onda gigantesca que arrancou árvores, destruiu a vegetação e deixou extensas áreas de rocha expostas.
O impacto também provocou um “seiche”, movimento contínuo da água dentro do fiorde que durou cerca de 36 horas.
Cientistas classificaram o episódio como um “quase desastre”, já que embarcações turísticas haviam passado pela região poucas horas antes.
Estudos indicam que o derretimento acelerado das geleiras, associado às mudanças climáticas, pode ter contribuído para a instabilidade da encosta.
Após o episódio, pesquisadores passaram a defender sistemas de alerta capazes de monitorar tremores, chuvas e movimentações de geleiras para prever novos megatsunamis em áreas semelhantes.





