As autoridades sanitárias e de segurança pública intensificaram, nos últimos anos, ações de combate ao comércio irregular de medicamentos voltados ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, conhecidos como “canetas emagrecedoras”.
As operações envolvem a Anvisa, a Polícia Federal e a Receita Federal, com foco na identificação de falsificações, contrabando e venda sem registro.
No Brasil, apenas medicamentos à base de semaglutida, liraglutida e tirzepatida possuem autorização da Anvisa.
Mesmo assim, versões irregulares continuam sendo identificadas em circulação, muitas sem qualquer garantia de composição, pureza ou conservação.
Mercado ilegal de canetas emagrecedoras
- Medidas regulatórias: a Anvisa determinou a suspensão e apreensão de medicamentos sem registro, como Gluconex e Tirzedral, proibindo venda e uso por risco sanitário e caráter ilegal da comercialização.
- Fiscalização em 2026: entre janeiro e abril, foram feitas 11 inspeções em farmácias e importadoras, com 8 interdições por falhas graves. No período, mais de 1,3 milhão de unidades injetáveis irregulares foram apreendidas.
- Investigações integradas: operações identificaram movimentações financeiras ilícitas em 12 estados e apreenderam insumos usados na produção clandestina dos medicamentos.
- Operações policiais: a Operação Heavy Pen, em abril de 2026, atuou contra produção clandestina, falsificação e comércio ilegal em vários estados.
- Apreensões em transporte: milhares de unidades foram interceptadas em aeroportos e rodovias, muitas escondidas em bagagens ou no corpo de passageiros.
- Venda online: parte do comércio irregular ocorre em redes sociais e plataformas digitais, com prescrições informais feitas por pessoas não habilitadas.
- Fator internacional: a circulação de versões não autorizadas em países vizinhos, como o Paraguai, onde são vendidas sem prescrição e a menor custo, facilita a entrada clandestina no Brasil.
Especialistas alertam que o uso de versões clandestinas pode gerar efeitos imprevisíveis e graves à saúde, já que não há controle sobre composição ou condições de armazenamento.
A ausência de fiscalização equivalente em alguns países vizinhos também contribui para a expansão do problema e dificulta o controle na região.






