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Se esse documento estiver apenas no celular, você pode perder viagem de avião

Por Leticia Florenço
11/05/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Perdendo voo - Reprodução/Unsplash/Manuel-F-O

Perdendo voo - Reprodução/Unsplash/Manuel-F-O

A digitalização de documentos avança de forma acelerada no Brasil e no mundo, oferecendo mais praticidade para milhões de pessoas.

Com a chegada da funcionalidade da Google que permite criar um ID digital baseado no passaporte dentro da Google Wallet, muitos brasileiros passam a contar com uma nova forma de armazenar sua identificação no celular.

Essa inovação acompanha uma tendência global de modernização, segurança e praticidade, permitindo o acesso facilitado a credenciais pessoais por meio de dispositivos móveis.

No entanto, apesar de representar um avanço tecnológico importante, essa ferramenta possui limites legais rigorosos, especialmente para quem pretende viajar para o exterior.

Como funciona o novo ID digital vinculado ao passaporte

A tecnologia permite que o usuário utilize os dados do passaporte físico para gerar uma versão digital segura armazenada no smartphone. Esse processo envolve autenticação avançada, incluindo fotografia da página principal do documento, leitura do chip eletrônico por NFC e validação biométrica facial.

A proposta é oferecer uma camada adicional de conveniência, permitindo comprovação de identidade em ambientes digitais e serviços compatíveis, sem a necessidade constante de portar documentos físicos em determinadas situações cotidianas.

Segurança reforçada e maior controle de privacidade

O sistema utiliza criptografia avançada e armazenamento protegido diretamente no dispositivo, além de permitir que o usuário escolha quais informações deseja compartilhar em cada processo de validação.

Essa abordagem amplia a segurança contra fraudes e reforça o controle individual sobre dados pessoais, tornando o uso mais confiável em atividades digitais.

Expansão internacional da identidade digital

Modelos semelhantes já estão em funcionamento ou em fase de implementação em países como Estados Unidos, Reino Unido, Singapura e Taiwan.

Esse movimento global reforça a busca por sistemas de identificação mais modernos, integrados e eficientes, alinhados ao crescimento da vida digital.

O risco de perder voos por excesso de confiança na tecnologia

A facilidade oferecida pelo documento digital pode gerar a falsa impressão de que o passaporte físico se tornou dispensável, o que representa um erro potencialmente caro.

Sem o documento tradicional, o passageiro pode enfrentar bloqueios no check-in, recusa no embarque, necessidade de remarcação e prejuízos financeiros significativos.

Regras de vistos e imigração permanecem inalteradas

Mesmo com a evolução tecnológica, exigências migratórias continuam exatamente as mesmas.

Países com políticas rigorosas, como os Estados Unidos, seguem exigindo análise documental completa, passaporte físico válido, vistos apropriados quando aplicáveis e verificação detalhada do perfil do viajante.

Ou seja, a tecnologia facilita rotinas, mas não altera protocolos oficiais de entrada internacional.

A chegada do ID digital baseado no passaporte representa um passo importante para a modernização documental no Brasil, oferecendo praticidade, segurança e inovação.

No entanto, quando o assunto é viagem internacional, o passaporte físico continua sendo indispensável. O celular pode facilitar sua rotina, mas não substitui as exigências legais de imigração e embarque.

Em um cenário de transformação tecnológica acelerada, entender os limites dessas ferramentas é tão importante quanto aproveitar seus benefícios.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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