A realização de eventos sem o uso de celulares pelo público tem ganhado força como uma tendência internacional no entretenimento ao vivo, refletindo mudanças nos hábitos de consumo e a valorização de experiências mais imersivas.
Levantamentos recentes indicam que esse tipo de evento cresceu 567% entre 2024 e 2025, acompanhado por um aumento de 121% na presença de espectadores.
O formato já se disseminou de cinco para 12 países e apresenta expansão significativa em mercados como Estados Unidos e Reino Unido, onde tanto a oferta quanto a adesão do público avançam de forma consistente.
A projeção é de que, ao longo de 2026, esse modelo se consolide como uma referência no consumo cultural contemporâneo.
Shows sem celulares
Nesse contexto, artistas têm aderido à proposta de shows sem celulares. O guitarrista Teemu Mäntysaari avaliou positivamente a iniciativa ao relatar a experiência da banda Megadeth, que adotou a restrição durante uma audição em Nashville para evitar vazamentos. O modelo prevê o armazenamento dos aparelhos em bolsas lacradas, impedindo o uso durante o evento.
A principal vantagem é o aumento da imersão do público, que passa a focar totalmente na apresentação ao vivo. Por outro lado, a medida reduz registros pessoais e o compartilhamento nas redes sociais, exigindo um ponto de equilíbrio entre experiência e documentação.
Como alternativa a essa limitação, artistas e equipes de produção têm ampliado o investimento em registros oficiais, com captação profissional de áudio e vídeo. O Megadeth, por exemplo, registra todos os shows da turnê e avalia futuros lançamentos ao vivo.
Abrangência
Além do segmento musical, a prática já se estende a áreas como teatro, comédia, eventos corporativos e experiências gastronômicas.
Os impactos observados incluem maior engajamento do público, fortalecimento da conexão entre artista e plateia e redução de distrações, embora também existam debates sobre limitações de registro, acessibilidade e segurança.
Outros fatores contribuem para a expansão do modelo, como a preocupação com furtos de celulares em eventos, o interesse por experiências exclusivas e o controle sobre a divulgação de conteúdos inéditos.





