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Cinco estados podem sofrer com alagamentos catastróficos com chegada de ciclone

Por Leticia Florenço
06/05/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Alerta de chuva - Foto: (Imagem/Reprodução)

Alerta de chuva - Foto: (Imagem/Reprodução)

Uma intensa área de baixa pressão que se forma entre a Argentina e o Uruguai nesta semana deve evoluir para um ciclone bomba entre sexta-feira (8) e sábado (9).

O fenômeno chama atenção pela rapidez com que a pressão atmosférica cai em seu centro, o que intensifica ventos e organiza frentes frias mais agressivas. Embora o sistema não atinja diretamente o continente, seus efeitos indiretos devem ser sentidos com força no Brasil, especialmente no Sul e parte do Centro-Sul.

O que caracteriza um ciclone bomba

O ciclone bomba é um tipo de sistema extratropical que passa por uma intensificação muito rápida. No caso previsto, a pressão central deve cair de cerca de 994 hPa para 970 hPa em apenas 24 horas, ultrapassando o limite técnico que define o fenômeno.

Essa queda funciona como um “acelerador atmosférico”, fortalecendo ventos e ampliando áreas de instabilidade associadas ao sistema.

Mesmo com o centro do ciclone avançando pelo Oceano Atlântico, o sistema atua como um motor que empurra uma frente fria em direção ao território brasileiro.

Essa frente será responsável por mudanças rápidas no clima, com aumento de nebulosidade, chuvas intensas e queda acentuada de temperatura após sua passagem. A transição entre calor e frio deve ocorrer de forma abrupta em várias regiões.

Rio Grande do Sul como primeira área afetada

O Rio Grande do Sul deve ser o primeiro estado a sentir os impactos, já na quinta-feira (7). A previsão indica chuvas fortes e persistentes, com potencial para acúmulo rápido de água em áreas urbanas e rurais. Em locais mais vulneráveis, já existe risco de alagamentos pontuais e elevação de rios.

Na sexta-feira (8), a frente fria se desloca rapidamente e atinge Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e o oeste e sul de São Paulo.

Nessa fase, a instabilidade ganha força e pode provocar tempestades mais organizadas, com chuva intensa em curtos períodos de tempo e risco de transtornos em cidades mais populosas.

Acúmulo de chuva e risco de alagamentos

Entre os estados mais preocupantes estão Paraná e Mato Grosso do Sul, onde os volumes de chuva podem ultrapassar 200 mm em alguns pontos. Esse cenário aumenta o risco de alagamentos urbanos, enxurradas repentinas e transbordamento de rios. Em áreas de encosta, também há possibilidade de deslizamentos de terra.

Além da chuva, o sistema deve provocar ventos fortes. No litoral do Sul, as rajadas podem chegar a cerca de 80 km/h, enquanto no interior os ventos podem variar entre 90 km/h e 100 km/h durante os momentos mais intensos da frente fria.

Essa condição aumenta o risco de queda de árvores, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Mudança nas temperaturas após a frente fria

Depois da passagem da instabilidade, uma massa de ar frio avança pelo país e provoca uma queda acentuada nas temperaturas. A Região Sul deve registrar frio intenso e possibilidade de geadas.

Em áreas de maior altitude, não está descartada ocorrência de fenômenos invernais como chuva congelada ou neve fraca.

Diante das condições previstas, a orientação é evitar áreas de risco durante chuvas fortes e não atravessar ruas alagadas, mesmo quando a água parecer baixa. Também é importante redobrar a atenção em encostas, além de evitar permanecer sob árvores ou estruturas que possam cair durante ventos intensos.

O acompanhamento de alertas oficiais é fundamental para reduzir riscos.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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