A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e uso de diversos repelentes e protetores solares da empresa Henlau Química gerou preocupação em consumidores de todo o Brasil.
A medida, oficializada em resolução publicada no Diário Oficial da União em 29 de abril de 2026, envolve produtos amplamente utilizados por adultos e crianças, especialmente em períodos de maior incidência de insetos e exposição solar.
A ação foi motivada por irregularidades graves identificadas durante inspeções sanitárias, que constataram alterações nas fórmulas aprovadas originalmente pela agência reguladora.
Em outras palavras, os itens estavam sendo produzidos de maneira diferente da autorização concedida, o que representa risco potencial à saúde pública.
Produtos proibidos devem ser recolhidos imediatamente
Entre os itens atingidos pela determinação estão repelentes infantis, sprays e protetores solares conhecidos no mercado. Os produtos listados pela Anvisa incluem: Lista de produtos proibidos:
- Repelente Gel Baby Amorável
- Sunlau FPS 30 – Loção de proteção solar UVA/UVB com vitamina E
- Protetor Solar FPS 30 Wurth
- Sunlau Spray Repelente Deet
- Needs Repelente de Insetos com Icaridina Spray Kids
- Needs Repelente de Insetos com Icaridina Gel Kids
Consumidores que possuam qualquer um desses produtos devem interromper o uso imediatamente e entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa, conforme indicado nos rótulos.
Irregularidades
As investigações da Anvisa revelaram que os problemas não se limitaram apenas aos repelentes e protetores solares. Todos os cosméticos produzidos pela Henlau Química passaram a ser alvo de recolhimento obrigatório.
A empresa foi acusada de desrespeitar normas fundamentais previstas pela RDC 48/2013, que estabelece padrões rigorosos para boas práticas de fabricação de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes.
Falhas sanitárias ampliam gravidade da situação
Durante inspeção realizada entre 14 e 17 de abril, fiscais identificaram diversas não conformidades estruturais e operacionais na produção. Entre os principais problemas observados estavam: Principais irregularidades:
- Uso de fórmulas divergentes das aprovadas
- Falhas em processos de controle de qualidade
- Descumprimento de normas sanitárias federais
- Problemas na fabricação de saneantes
- Risco potencial ao consumidor final
Além dos cosméticos, a produção de saneantes também foi suspensa por violar regras da RDC 47/2013, legislação voltada às boas práticas de fabricação desses produtos.
Como verificar se um produto é regularizado
Para evitar riscos, consumidores devem sempre observar. Dicas de segurança:
- Número de registro na Anvisa
- Dados completos do fabricante
- Integridade da embalagem
- Procedência confiável
- Informações claras no rótulo
Consultar regularmente os canais oficiais da Anvisa também é uma medida importante para acompanhar alertas e recolhimentos.
A confirmação da Anvisa sobre a proibição desses repelentes e cosméticos representa uma medida preventiva de grande relevância para a saúde pública brasileira. Mais do que uma ação regulatória, o episódio reforça a necessidade de vigilância constante sobre produtos que entram em contato direto com milhões de pessoas.





