Cogumelos como shiitake, shimeji e champignon estão entre as principais fontes alimentares da ergotioneína, um antioxidante natural que não é produzido pelo organismo humano e precisa ser obtido pela dieta.
No corpo, essa substância é direcionada de forma seletiva para tecidos mais suscetíveis ao estresse oxidativo, como cérebro, fígado, rins e olhos.
Com o objetivo de investigar como esse composto poderia atuar no desempenho cognitivo de idosos, um ensaio clínico piloto, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo acompanhou 19 participantes com comprometimento cognitivo leve ao longo de um ano.
Cogumelos para longevidade
No estudo, parte do grupo recebeu suplementação de 25 mg da substância três vezes por semana, enquanto os demais receberam placebo, permitindo a comparação dos efeitos ao longo do período de observação.
Resultados observados no grupo suplementado
- Melhor desempenho em testes de aprendizagem verbal
- Estabilização de marcador associado a dano neuronal
- Sinais de desaceleração do declínio cognitivo em comparação ao grupo controle
Segurança e tolerabilidade
- Ausência de alterações relevantes em exames laboratoriais
- Avaliação de função renal e hepática sem mudanças significativas
- Indícios de boa tolerabilidade no período analisado
Mecanismos sugeridos no sistema nervoso
- Neutralização de radicais livres
- Apoio ao funcionamento das mitocôndrias
- Redução de processos inflamatórios
- Preservação de neurônios
Evidências cognitivas iniciais
- Possível impacto positivo em memória
- Possível efeito em aprendizagem
- Base ainda restrita a estudos pequenos e preliminares
Limitações do estudo
O estudo apresenta limitações relevantes, especialmente pelo pequeno número de participantes, o que reduz o poder estatístico e impede generalizações mais amplas.
Além disso, os próprios autores destacam a necessidade de pesquisas com amostras maiores e acompanhamento mais prolongado, já que os achados ainda são considerados preliminares.
Diante disso, a interpretação dos resultados é cautelosa: embora existam indícios de possível efeito neuroprotetor, não há evidências suficientes para aplicação clínica na prevenção ou tratamento do declínio cognitivo, mantendo a substância como promissora, porém ainda experimental no campo neurológico.





