A incorporação de inteligência artificial à gestão do trânsito tem impulsionado o desenvolvimento de novas soluções para a mobilidade urbana.
Entre elas, ganha destaque a proposta de criação de um quarto sinal branco nos semáforos, concebida por pesquisadores da North Carolina State University.
O conceito, conhecido como “white phase”, vem sendo estudado em diferentes contextos e já é analisado por autoridades europeias, especialmente em Roma.
O modelo se baseia no princípio da chamada “inteligência distribuída”, em que o controle do tráfego deixa de ser centralizado e passa a ser compartilhado entre veículos conectados.
Semáforos com luz branca
Funcionamento do sistema
- Carros autônomos se comunicam entre si e com a infraestrutura por redes sem fio
- Troca de dados em tempo real para definir ordem de passagem, velocidade e intervalos
- Luz branca sinaliza que o fluxo está sendo coordenado por algoritmos
- Motoristas convencionais devem seguir o veículo à frente
Ativação da fase branca
- Ocorre quando há alta presença de veículos autônomos na interseção
- Sistema integra veículos autônomos, conectados e convencionais
- Capacidade de adaptação a picos de demanda e bloqueios
Resultados de estudos
- Redução do tempo de viagem
- Menor consumo de combustível
- Queda nos atrasos em cruzamentos
- Melhor desempenho com mais carros autônomos
Benefícios urbanos e ambientais
- Menos paradas e arrancadas
- Tráfego mais estável
- Redução de emissões de poluentes
- Melhor uso da capacidade das vias
- Ajustes em tempo real aumentam a eficiência do trânsito
Desafios e mobilidade inteligente
Embora apresente potencial, a solução ainda não chegou às ruas em larga escala. Por enquanto, permanece no campo de pesquisas acadêmicas, simulações e testes em ambientes controlados.
A implementação depende de uma série de ajustes, como revisão das legislações de trânsito, criação de normas específicas para a nova sinalização, padronização internacional e capacitação dos motoristas.
O debate avança junto a outras inovações em mobilidade inteligente, que buscam conectar veículos, semáforos e infraestrutura urbana em sistemas integrados.
Nesse contexto, a luz branca desponta como uma possível evolução dos modelos atuais, com capacidade de alterar a gestão do tráfego nas cidades.






