Um novo lote de pagamentos do antigo fundo PIS/Pasep começou a ser liberado nesta segunda-feira (27), trazendo à tona uma possibilidade que muitos brasileiros ainda desconhecem: valores esquecidos que podem chegar a um salário mínimo extra e, em alguns casos, até mais, dependendo do tempo de trabalho e do histórico de contribuições entre 1971 e 1988.
O calendário divulgado pelo governo define que quem solicitou o ressarcimento até 31 de março já entra nesta rodada de pagamentos. Já aqueles que fizerem o pedido até quinta-feira (30) terão o valor liberado em 25 de maio, conforme as regras oficiais.
O que é o dinheiro esquecido do antigo PIS/Pasep
O antigo fundo PIS/Pasep foi criado para complementar a renda de trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos durante as décadas de 1970 e 1980. Diferente do abono salarial atual, esse sistema funcionava como uma espécie de poupança individual vinculada ao tempo de serviço.
Com o passar dos anos, muitos trabalhadores não sacaram esses valores, seja por desconhecimento, mudança de sistema ou falta de informação. Esses recursos foram acumulados e, hoje, voltam a ser disponibilizados mediante solicitação formal.
Valores podem chegar a R$ 2,8 mil por pessoa
Segundo estimativas do governo, o valor médio disponível para saque gira em torno de R$ 2,8 mil por pessoa. No entanto, esse montante não é fixo, variando conforme o tempo trabalhado no período, o salário recebido na época e a correção monetária aplicada ao longo dos anos.
Em alguns casos, o valor pode ser menor, mas ainda assim significativo. Em outros, pode ultrapassar essa média, especialmente para trabalhadores com maior tempo de contribuição no período em que o fundo estava ativo.
Como saber se você tem dinheiro a receber
A consulta pode ser feita de forma digital, sem necessidade de ir a uma agência bancária. O governo disponibilizou o sistema Repis Cidadão, criado especificamente para facilitar a verificação e o saque desses valores esquecidos.
Para acessar, é necessário utilizar uma conta gov.br com nível prata ou ouro. Após o login, o cidadão deve informar o NIS (Número de Identificação Social) e realizar a busca para verificar se há valores disponíveis em seu nome.
Outra forma de consulta é pelo aplicativo do FGTS, que também reúne informações relacionadas ao antigo fundo.
O passo a passo para solicitar o ressarcimento
O pedido pode ser feito de duas formas: presencialmente, em uma agência da Caixa Econômica Federal, ou digitalmente, pelo aplicativo do FGTS.
No aplicativo, o usuário deve acessar a área de serviços, selecionar a opção de ressarcimento do PIS/Pasep e seguir as instruções para envio de documentos. No caso de titulares vivos, basta apresentar documento de identificação válido.
Para herdeiros, o processo exige documentação adicional que comprove o direito ao saque, como certidões emitidas pela Previdência Social, documentos judiciais ou declarações formais que comprovem a sucessão legal.
Como descobrir o número do NIS ou PIS
O NIS e o PIS correspondem ao mesmo número de identificação, composto por 11 dígitos. Ele pode ser encontrado em diferentes plataformas e documentos oficiais.
Entre as principais formas de consulta estão o aplicativo do FGTS, o cartão cidadão, o portal Meu INSS e o Cadastro Único (CadÚnico). Também é possível obter o número pelo telefone da Previdência Social, em atendimento disponível de segunda a sábado.
Esse dado é essencial para localizar corretamente os valores no sistema do governo.
Quando o pagamento é feito após a solicitação
Após a solicitação do ressarcimento, a Caixa Econômica Federal realiza a análise dos dados e encaminha as informações ao Ministério da Fazenda.
Com a aprovação, o valor é depositado diretamente em conta bancária do beneficiário ou em uma conta poupança social digital, criada automaticamente pela instituição financeira. O prazo segue o calendário oficial divulgado pelo governo.
O prazo final para resgatar os valores
Apesar da liberação estar em andamento, existe um prazo limite para solicitação. Caso o trabalhador não peça o ressarcimento até setembro de 2028, os valores serão incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional, sem possibilidade de saque futuro.
Isso torna ainda mais importante a verificação imediata, já que muitos brasileiros podem ter direito ao benefício sem sequer saber.
A diferença entre o antigo fundo e o abono atual
O antigo PIS/Pasep não deve ser confundido com o abono salarial atual. O sistema antigo funcionava como uma espécie de poupança individual acumulada ao longo do tempo de serviço.
Já o abono salarial atual funciona como um pagamento anual, equivalente a até um salário mínimo, destinado a trabalhadores que cumprem critérios específicos, como tempo mínimo de trabalho e renda mensal dentro do limite estabelecido.
O processo é simples, gratuito e pode ser feito online, mas exige atenção aos prazos e às exigências documentais.





