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5 países da Copa do Mundo 2026 vão ter jogadores brasileiros

Por Leticia Florenço
01/05/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Copa do Mundo - Reprodução/Leonardo Moreno

Copa do Mundo - Reprodução/Leonardo Moreno

A poucos meses da Copa do Mundo de 2026, o cenário do futebol internacional começa a se desenhar com novas histórias de mobilidade, identidade e pertencimento.

Embora o Brasil não deva contar com técnicos comandando seleções nesta edição, sua presença continua forte dentro das quatro linhas, ainda que vestindo outras camisas.

Em um Mundial que reúne seleções cada vez mais globalizadas, ao menos cinco países já têm projeções de contar com jogadores nascidos ou formados no Brasil.

São eles: Canadá, Catar, Estados Unidos, Paraguai e Portugal. Em comum, todos refletem um fenômeno crescente no futebol moderno: atletas com múltiplas nacionalidades e trajetórias construídas além das fronteiras do país de origem.

Canadá

O Canadá aparece como uma das seleções que podem contar com talento brasileiro em seu elenco. O nome mais citado é o do atacante Tiago Coimbra, nascido em Fortaleza, que se mudou ainda criança e desenvolveu toda sua base no futebol canadense.

Sua trajetória representa um perfil cada vez mais comum no futebol internacional: jogadores que deixam o Brasil ainda jovens e acabam sendo absorvidos por outros sistemas esportivos, ganhando espaço em seleções locais.

Catar

O Catar segue uma política consolidada de reforçar sua seleção com atletas naturalizados. Para a Copa de 2026, nomes como Lucas Mendes, Guilherme Torres e Edmilson Júnior aparecem como possíveis representantes do país.

Esses jogadores ilustram um projeto esportivo que combina investimentos altos e a busca por competitividade internacional. Em muitos casos, a cidadania é adquirida após anos atuando no futebol local, criando vínculos esportivos e culturais com o país.

Estados Unidos

Os Estados Unidos devem mais uma vez apresentar um elenco diverso, com forte influência de atletas com origem brasileira. Um dos nomes lembrados é Johnny, revelado no Internacional e que atua em território americano.

Apesar de ter nascido fora do Brasil, sua ligação familiar e esportiva com o país sul-americano reforça a presença brasileira indireta no elenco estadunidense. O caso exemplifica a força das categorias de base globais e o intercâmbio entre academias de futebol.

Paraguai

O Paraguai é outro país que deve contar com jogadores ligados ao Brasil. Maurício, com passagem pelo Internacional e atualmente no Palmeiras, possui dupla cidadania e optou por defender a seleção paraguaia.

Além dele, o goleiro Coronel, nascido no Brasil e filho de paraguaios, também escolheu representar o país vizinho. Essa ligação entre as duas nações é histórica e frequente no futebol sul-americano, especialmente em regiões de fronteira.

Portugal

Portugal segue como o principal destino de jogadores brasileiros naturalizados na Europa. Para a Copa de 2026, nomes como Matheus Nunes e Otávio continuam sendo peças importantes no elenco lusitano.

Ambos construíram suas carreiras fora do Brasil ainda jovens e acabaram integrando o projeto esportivo português. O país se tornou uma das seleções mais beneficiadas por esse fluxo migratório, aproveitando talentos formados no futebol brasileiro.

Um fenômeno que se repete nas Copas do Mundo

A presença de brasileiros em outras seleções não é novidade. Desde o início das Copas, jogadores nascidos no Brasil já defenderam diferentes países, como Itália, Japão, Alemanha e Estados Unidos.

Em 2018, esse movimento atingiu um dos seus picos, com cerca de 10 atletas atuando por seleções estrangeiras. Já em 2022, Portugal concentrou praticamente toda a presença brasileira no torneio.

Casos históricos, como o de Filó, primeiro brasileiro campeão mundial atuando pela Itália em 1934, mostram que essa mobilidade sempre fez parte da história do futebol.

Identidade global

A Copa do Mundo de 2026 reforça uma tendência irreversível: o futebol deixou de ser apenas nacional para se tornar profundamente global. Jogadores brasileiros seguem sendo formados em todos os continentes, mas agora representam diferentes bandeiras conforme suas trajetórias pessoais.

Esse cenário amplia o alcance do futebol brasileiro, que passa a influenciar o Mundial não apenas com sua seleção, mas também com atletas espalhados por diversas equipes.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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