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Grupos que estão livres de precisar cadastrar a biometria no INSS

Por Leticia Florenço
23/04/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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biometria INSS

Biometria - Reprodução/iStock

A exigência de comprovação biométrica para acessar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) marca uma nova fase na modernização dos serviços públicos no Brasil.

A medida, prevista no Decreto nº 12.561 e regulamentada pela Lei nº 15.077, entra em vigor a partir de 21 de novembro de 2025 e tem como objetivo reforçar a segurança, evitar fraudes e garantir que os recursos cheguem corretamente aos beneficiários.

Apesar da obrigatoriedade para novos pedidos, o governo estabeleceu regras de transição e exceções importantes para garantir inclusão social e acessibilidade.

O que muda com a biometria no INSS

A partir de novembro de 2025, quem solicitar um novo benefício precisará ter cadastro biométrico válido em bases oficiais. Isso inclui dados vinculados a documentos como:

  • Carteira de Identidade Nacional (CIN)
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
  • Título de eleitor (biometria do TSE)

A iniciativa busca integrar dados e dificultar fraudes, além de acelerar a análise dos pedidos.

Quem já recebe benefício precisa se preocupar?

Não imediatamente. Quem já é aposentado, pensionista ou recebe algum auxílio do INSS continuará recebendo normalmente. A implementação será gradual e sem bloqueios automáticos.

  • Não há necessidade de ação imediata
  • Atualizações serão solicitadas apenas quando necessário
  • O cidadão será avisado com antecedência

Essa transição evita transtornos, especialmente para pessoas mais vulneráveis.

Grupos que estão dispensados da biometria

A regulamentação prevê exceções importantes para garantir que ninguém seja excluído por dificuldades estruturais ou sociais. Os seguintes grupos não precisam cumprir a exigência biométrica, por enquanto:

  • Pessoas com mais de 80 anos
  • Pessoas com mobilidade reduzida ou dificuldade de locomoção (com comprovação médica)
  • Moradores de áreas remotas ou de difícil acesso
  • Comunidades atendidas por unidades móveis como o PREVBarco
  • Migrantes, refugiados e apátridas
  • Brasileiros residentes no exterior

Essas exceções reconhecem limitações reais de acesso a tecnologia e serviços públicos.

Dispensa temporária até abril de 2026

Além dos grupos permanentes, há uma dispensa provisória para alguns benefícios solicitados até 30 de abril de 2026:

  • Salário-maternidade
  • Benefício por incapacidade temporária
  • Pensão por morte

Após essa data, a regra poderá ser revista ou totalmente aplicada.

Regiões de difícil acesso

O governo também considerou critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), especialmente o Índice de Acessibilidade de 2018.

Municípios classificados como “remotos” ou “muito remotos” entram nas exceções, principalmente aqueles atendidos por serviços itinerantes como o PREVBarco, comum em regiões ribeirinhas da Amazônia.

Cronograma da biometria no INSS em formato de texto

A implementação da biometria no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ocorrerá de forma gradual, seguindo um calendário dividido em etapas para garantir adaptação dos cidadãos.

A partir de 21 de novembro de 2025, todos os novos pedidos de benefícios passarão a exigir cadastro biométrico. Nesse primeiro momento, serão aceitas biometrias já existentes vinculadas à Carteira de Identidade Nacional (CIN), à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou ao título de eleitor, sem necessidade de emissão imediata de um novo documento para quem já possui esses registros.

Em seguida, a partir de 1º de maio de 2026, a regra se torna mais rígida para quem ainda não possui biometria cadastrada. Nesses casos, será obrigatório emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN) para dar continuidade à solicitação de benefícios. Já os cidadãos que já tiverem biometria registrada em bases aceitas continuarão sem mudanças no processo.

Por fim, a partir de 1º de janeiro de 2028, haverá a unificação definitiva do sistema: a Carteira de Identidade Nacional (CIN) passará a ser o único documento com biometria aceito para requerimentos e manutenção de benefícios no INSS, consolidando o modelo de identificação digital no país.

A orientação principal é acompanhar as atualizações oficiais, manter os documentos em dia e ficar atento a possíveis convocações do INSS.

Dessa forma, o novo sistema busca equilibrar tecnologia e inclusão, garantindo que a transformação digital avance sem comprometer o direito dos brasileiros ao acesso aos benefícios previdenciários.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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