Mais da metade dos profissionais brasileiros pretende mudar de emprego em 2026, segundo pesquisa associada ao LinkedIn, cenário que também impacta os recém-formados. O ambiente é descrito como mais competitivo, com processos seletivos mais longos e rigorosos.
Para quem está no início da trajetória profissional, isso significa enfrentar maior concorrência, embora ainda existam oportunidades específicas voltadas a posições de entrada.
Os dados integram o Guia para Recém-Formados 2026, divulgado pelo LinkedIn para mapear tendências de contratação no começo da carreira.
O levantamento considerou apenas vínculos formais de trabalho, excluindo estágios, atividades voluntárias, contratos temporários e cargos ocupados por estudantes.
Cargos em altas para recém-formados
Setores que mais contratam recém-formados no Brasil
- Tecnologia, informação e mídia – Empresas de software, plataformas digitais, telecomunicações e produção de conteúdo.
- Serviços financeiros – Bancos, fintechs, seguradoras e meios de pagamento, com demanda crescente por perfis técnicos e de negócios.
- Serviços pessoais – Atividades voltadas ao atendimento direto ao público, com vagas operacionais e administrativas.
- Atividades profissionais, científicas e técnicas – Consultorias, escritórios de advocacia, engenharia, contabilidade e pesquisa, com foco em qualificação especializada.
- Administração pública, defesa e seguridade social – Órgãos governamentais e instituições ligadas à gestão pública e políticas sociais.
Cargos que mais cresceram:
- Engenheiro de inteligência artificial
- Consultor de gestão de instalações
- Advogado
- Assistente de suporte técnico
- Analista de programação
- Analista de benefícios
- Consultor trabalhista
- Assistente de dados
- Coordenador de eventos
- Técnico de suprimentos
Trajetória profissional
O relatório indica que as trajetórias profissionais se tornaram menos lineares. Segundo Rafael Kato, representante editorial da plataforma, a formação acadêmica é apenas ponto de partida, enquanto o diferencial está no desenvolvimento de competências transferíveis e na adaptação a diferentes contextos.
O estudo também aponta que a geração Z busca formatos de trabalho menos tradicionais, com interesse em empreendedorismo, consultorias e oportunidades fora dos grandes centros. O início de carreira, assim, torna-se mais diverso e menos previsível.






