A modernização dos sistemas de trânsito tem mudado a forma como infrações são identificadas e punidas em diversas partes do mundo.
Com o uso crescente de câmeras inteligentes e inteligência artificial, motoristas já estão sendo multados mesmo sem qualquer abordagem policial, em um modelo que amplia o alcance da fiscalização e reduz a necessidade de agentes nas vias.
A novidade vem sendo aplicada em países europeus, onde radares de última geração passaram a monitorar não apenas a velocidade, mas também o comportamento dos condutores.
O sistema é capaz de analisar imagens em tempo real e identificar irregularidades diretamente do interior dos veículos.
Tecnologia identifica ocupantes dentro do carro
Um dos exemplos mais recentes envolve radares instalados em vias estratégicas, como a Autovía A-2, que utilizam reconhecimento de imagem para verificar quantas pessoas estão dentro de um carro.
A tecnologia permite identificar motoristas que trafegam sozinhos em faixas destinadas a veículos com mais de um ocupante.
Quando a infração é confirmada, o registro é feito automaticamente, sem necessidade de abordagem. A autuação é gerada de forma eletrônica e encaminhada ao condutor, seguindo as normas estabelecidas pelas autoridades de trânsito.
Faixas exclusivas são foco da fiscalização
O sistema tem sido direcionado principalmente para o controle das chamadas faixas BUS-VAO, criadas para priorizar ônibus e veículos compartilhados.
Nessas pistas, o tráfego é restrito a automóveis com número mínimo de ocupantes, como forma de reduzir congestionamentos e incentivar alternativas ao uso individual do carro.
Motoristas flagrados utilizando essas faixas de forma irregular podem receber multas que chegam a 200 euros, além do registro da infração nos sistemas de trânsito.
Brasil ainda não adotou tecnologia
No Brasil, embora já existam radares eletrônicos e sistemas de monitoramento por câmeras, o uso de tecnologia para identificar ocupantes dentro dos veículos ainda não é comum. Atualmente, a fiscalização se concentra em infrações como excesso de velocidade, avanço de sinal e uso de celular ao volante.
Especialistas apontam que a adoção de sistemas mais avançados depende de mudanças na legislação e de investimentos em infraestrutura, além de debates sobre privacidade e proteção de dados.
Para os motoristas, o cenário reforça a necessidade de atenção redobrada às regras, já que a ausência de abordagem não significa ausência de fiscalização.





