Nos últimos meses, cartórios de diferentes regiões do país passaram a emitir alertas sobre um tipo de fraude que tem causado prejuízos com o golpe da escritura.
A prática criminosa envolve a tentativa de transferir imóveis de forma ilegal, atingindo principalmente pessoas idosas que possuem casas, terrenos ou outros bens registrados em seu nome.
Com métodos cada vez mais sofisticados, os golpistas utilizam desde documentos falsificados até abordagens digitais para enganar as vítimas.
A vulnerabilidade da terceira idade diante das fraudes
A escolha dos idosos como alvo não acontece por acaso. Muitos ainda têm pouca familiaridade com tecnologias digitais e acabam confiando em contatos que aparentam ser oficiais.
Além disso, registros antigos de imóveis e a falta de acompanhamento frequente da situação patrimonial podem facilitar a ação criminosa. Esse cenário cria uma combinação perigosa, onde confiança e desinformação são exploradas por fraudadores.
Estratégias utilizadas pelos criminosos
Os golpes geralmente começam com um contato inesperado, que pode ocorrer por telefone, mensagem ou até e-mail.
Os criminosos se passam por representantes de cartórios ou órgãos públicos e solicitam atualização de dados, envio de documentos ou assinatura de autorizações. Em alguns casos, criam páginas falsas que imitam sistemas oficiais, levando a vítima a fornecer informações sensíveis.
Com esses dados, conseguem avançar em processos fraudulentos envolvendo imóveis.
Sinais que indicam tentativa de golpe
Existem indícios que podem ajudar a identificar uma fraude antes que ela cause danos maiores. Mensagens com tom de urgência, pedidos de pagamento antecipado, links suspeitos e contatos fora dos canais oficiais são alguns dos principais alertas.
Outro ponto importante é a insistência em obter documentos pessoais sem uma justificativa clara ou verificada.
Autocuratela surge como ferramenta de proteção
Com a regulamentação recente do tema pelo Conselho Nacional de Justiça, a autocuratela passou a ganhar destaque como uma alternativa de proteção.
Esse mecanismo permite que a própria pessoa, enquanto ainda está em plena capacidade, defina quem poderá cuidar de seus bens no futuro, caso necessário. A medida contribui para maior segurança jurídica e pode evitar decisões precipitadas ou conflitos familiares.
A importância de acompanhar a situação do imóvel
Manter o controle sobre o próprio patrimônio é uma das formas mais eficazes de prevenção. A certidão de inteiro teor, por exemplo, permite verificar todo o histórico de um imóvel, incluindo alterações, dívidas ou qualquer movimentação suspeita.
Esse monitoramento contínuo pode ajudar a identificar irregularidades logo no início, reduzindo riscos.
Especialistas apontam que organizar os bens ainda em vida é uma atitude fundamental para evitar problemas futuros. Isso inclui regularizar documentos, definir herdeiros e formalizar decisões por meio de registros públicos.
Além de dificultar a ação de golpistas, esse planejamento reduz conflitos familiares e garante maior tranquilidade para todos os envolvidos.
Em um cenário onde fraudes se tornam cada vez mais elaboradas, a informação continua sendo a melhor forma de proteção para preservar o patrimônio construído ao longo da vida.






