Nesta semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a ampliação da indicação da vacina Arexvy, desenvolvida pela GlaxoSmithKline Brasil Ltda, para adultos a partir de 18 anos. A medida foi oficializada na Resolução (RE) 1.441/2026, publicada no Diário Oficial da União.
O imunizante é produzido a partir de tecnologia de proteína recombinante com adjuvante. Nesse processo, uma proteína que mimetiza a estrutura externa do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é sintetizada em laboratório para ativar o sistema imunológico e estimular a produção de anticorpos, sem risco de causar a doença.
Trata-se de uma estratégia já consolidada em imunizantes contemporâneos, conhecida por promover resposta imune robusta e sustentada.
A vacina havia sido registrada no Brasil em 2023 como a primeira aprovada no país para a prevenção da Doença do Trato Respiratório Inferior (DTRI) associada ao VSR, com uso inicialmente restrito à população com 60 anos ou mais.
Eficácia contra a doença
Estudos internacionais apontaram que a Arexvy apresentou cerca de 77% de eficácia na redução de atendimentos em pronto-socorro relacionados ao VSR e aproximadamente 83% de eficácia na prevenção de hospitalizações em pessoas com 60 anos ou mais.
Há ainda evidências de proteção mantida por pelo menos 23 meses após a vacinação, embora com redução gradual ao longo do tempo.
No cenário internacional, a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, aprovou a Arexvy em 2023 para adultos com 60 anos ou mais, sendo o primeiro imunizante contra o VSR autorizado no país.
Posteriormente, a indicação foi expandida para incluir adultos de 18 a 49 anos com maior risco de doença respiratória inferior causada pelo vírus, além de pessoas entre 50 e 59 anos em grupos de risco.
Impacto do VSR
O VSR é um dos principais agentes de infecções respiratórias ao longo da vida. Em adultos, especialmente idosos e pessoas com comorbidades, está associado a maior risco de complicações, hospitalizações e agravamento de doenças pré-existentes.
Dados de autoridades sanitárias internacionais indicam que o vírus é responsável por dezenas de milhares de internações e milhares de mortes anuais entre adultos mais velhos, o que reforça a relevância de estratégias preventivas






