Um estudo publicado no The Journal of Immunology sugere que a obesidade pode comprometer a eficácia das vacinas, sobretudo na produção e na duração de anticorpos.
A pesquisa foi realizada em camundongos com uma vacina contra a bactéria Pseudomonas aeruginosa, associada a infecções respiratórias graves, e identificou prejuízos no funcionamento dos centros germinativos do sistema imunológico, estruturas responsáveis pela maturação de células B e pela produção de anticorpos.
Apesar da redução na resposta humoral, os pesquisadores observaram forte ativação de células T de memória nos pulmões, que atuam diretamente no local da infecção.
Esse mecanismo alternativo pode oferecer proteção mais eficiente em organismos com obesidade, mesmo com menor produção de anticorpos.
Obesidade e o impacto no efeito das vacinas
Sistema imunológico
- A obesidade está associada a inflamação crônica de baixo grau.
- Esse quadro pode prejudicar o sistema imunológico, reduzindo a ativação de células B e a produção de anticorpos.
Resposta às vacinas
- Pessoas com obesidade podem ter resposta imunológica mais lenta e menos duradoura a vacinas.
- Ainda assim, há proteção, embora com menor eficiência em alguns casos.
Resposta celular alternativa
- A resposta mediada por células T permanece ativa mesmo com menor produção de anticorpos.
- Em alguns casos, pode compensar parcialmente a imunidade humoral.
Risco de infecções respiratórias
- A obesidade está associada a maior risco de infecções respiratórias graves e complicações em doenças como influenza e COVID-19.
- Também pode haver resposta menos eficiente a patógenos como Pseudomonas aeruginosa.
Diante desse cenário, pesquisadores apontam que futuras estratégias de vacinação podem precisar considerar diferenças metabólicas entre indivíduos, priorizando não apenas a indução de anticorpos, mas também a ativação de imunidade tecidual e respostas mais duradouras em grupos com maior risco metabólico.





