Depois de 20 anos uma das maiores polêmicas da Fórmula 1 voltou aos holofotes. Um ex-chefe de equipe de Michael Schumacher, piloto heptacampeão da categoria, revelou em um podcast os bastidores de um episódio envolvendo o alemão em um dos circuitos mais emblemáticos do automobilismo.
Funcionário da Ferrari entre 1993 e 2009, Jean Todt se notabilizou ao lado de Ross Brown como os chefes de equipe mais vitoriosos da história da Scuderia italiana. Em seu período na equipe de Maranello, Todt conquistou oito títulos do mundial de construtores no período entre 1999-2004, 2007 e 2008; e seis títulos mundiais de pilotos, sendo cinco com Schumacher e um com Kimi Raikkonen.
Em entrevista ao podcast “High Performance”, Todt revelou uma prática insensível do piloto alemão durante o Grande Prêmio de Fórmula 1 disputado em 2006 no circuito de Mônaco. O ex-chefe esportivo da Ferrari relembrou o episódio em que Schumi estacionou o modelo 248 F1 na curva Rascasse e provocou uma bandeira amarela que suspendeu o classificatório. A manobra tinha como intenção não permitir que o rival no campeonato mundial de pilotos, o espanhol Fernando Alonso, largasse em uma posição alta no grid.
– “O Schumacher era um cara excelente, mas pagou muito caro cada vez que perdeu o controle. Isso também lhe custou o campeonato, como quando parou de propósito em Mônaco com Alonso. Ele não sabia como fazer trapaças” – confirmou Jean Todt
A direção de prova decidiu punir o piloto da Ferrari, colocando-o na última posição do grid. Na corrida, Alonso cruzou a linha de chegada em primeiro, enquanto que Schumacher foi o quinto.
No final da temporada, Alonso foi o campeão mundial de pilotos com 134 pontos, 13 a mais que Michael Schumacher.
Massa também confirmou que Schmacher tentou trapacear
Companheiro de equipe de Michael Schumacher na Ferrari em 2006, o piloto brasileiro Felipe Massa também revelou que o alemão tentou impedir que Alonso tentasse uma volta final no Q3 do circuito de Mônaco.
Em uma entrevista para a rede britânica Sky Sports, o brasileiro revelou que a ideia partiu de Ross Brawn, chefe de equipe de Schumacher, que alertou que uma bandeira amarela poderia ajudar nas estratégias de gerenciamento dos pneus.
– “Aconteceu exatamente daquela forma. O Michael aproveitou aquela coisa engraçada e usou para si mesmo. Eu me lembro de dizer que não acreditava que ele tinha feito isso. Ele fez, mas a única questão é que ele não podia dizer isso. Demorou um ano para ele me falar que fez de propósito.” – revelou Massa.
Brawn também afirmou que Schumi “obedeceu às ordens”, e disse que se tratou de um ato inconsequente.





