Tradicionalmente dominado por artistas homens, o mercado fonográfico brasileiro também inclui três mulheres entre os maiores vendedores de discos da história nacional.
Esses resultados foram alcançados sobretudo no período de maior força das vendas físicas, entre as décadas de 1970 e 1990, quando o vinil e, posteriormente, o CD impulsionaram o país a figurar entre os principais mercados musicais do mundo.
Top 3 mulheres com mais vendas
Entre os maiores nomes femininos da indústria fonográfica brasileira está Ângela Maria, com cerca de 60 milhões de discos vendidos ao longo da carreira.
Consagrada nas décadas de 1950 e 1960, período em que o rádio era o principal veículo de divulgação musical, a cantora consolidou sua popularidade em um mercado impulsionado por compactos e LPs.
Rita Lee também figura entre os grandes destaques, com aproximadamente 55 milhões de cópias comercializadas.
Reconhecida por entidades do setor como a artista feminina de maior desempenho em vendas no país, ela construiu uma trajetória que reúne trabalhos solo e participação em projetos como Os Mutantes, mantendo relevância comercial inclusive durante a expansão do CD.
No segmento infantil, Xuxa Meneghel alcançou vendas estimadas entre 48 e 50 milhões de discos, especialmente entre as décadas de 1980 e 1990.
O álbum Xou da Xuxa 3 está entre os recordistas históricos de vendas no Brasil, tendo recebido certificação de diamante múltiplo à época.
Apesar desses números expressivos, o ranking geral de maiores vendedores ainda é predominantemente masculino.
Ângela Maria, Rita Lee e Xuxa ocupam, respectivamente, a quarta, quinta e sexta posições no Top 10 histórico de vendas no país.
Cálculo dos discos
Cabe destacar que, até o final da década de 1980, o país não dispunha de um modelo uniforme e transparente para a certificação oficial de vendas.
A padronização passou a ganhar consistência com a atuação da Pro-Música Brasil, entidade responsável por instituir critérios formais para as certificações de ouro, platina e diamante.
Antes dessa regulamentação, grande parte dos números divulgados tinha como base estimativas fornecidas pelas próprias gravadoras.
Além disso, relançamentos, coletâneas e a transição entre formatos como vinil, fita e CD tornam mais complexa a mensuração exata do volume total de cópias vendidas ao longo das décadas.






