O ciclone extratropical que se consolidou no início da semana continua repercutindo nas condições do tempo no Brasil, apesar de seu centro já estar deslocado sobre o Oceano Atlântico Sul, a leste do Uruguai.
Mesmo distante do continente, o sistema mantém influência indireta por meio da frente fria associada, responsável por sustentar áreas de instabilidade em diversas regiões do país.
Nesta sexta-feira, a frente fria permanece ativa no Sudeste, favorecendo a ocorrência de chuvas intensas e temporais em ampla faixa da região.
As instabilidades também se estendem para o norte de Minas Gerais. No Centro-Oeste, o escoamento atmosférico associado ao sistema contribui para a formação de pancadas fortes e tempestades isoladas.
Regiões afetadas pelo ciclone
Chuva intensa
- Acumulados podem ultrapassar 50 mm em 24 horas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
- Em pontos isolados, os volumes podem superar 100 mm.
- No Sudeste, precipitações acima de 40 mm/dia já são consideradas incomuns.
Riscos associados:
- Alagamentos
- Enxurradas
- Transbordamento de córregos
- Transtornos no trânsito
- Impactos em áreas urbanas densamente ocupadas
Estados e áreas sob maior atenção:
- Espírito Santo – acumulados podem alcançar ou superar 100 mm.
- Leste de São Paulo e Vale do Paraíba.
- Rio de Janeiro e Região Metropolitana.
- Zona da Mata e Vale do Rio Doce, em Minas Gerais.
Outros riscos e impactos
O cenário inclui risco de eventos severos associados às instabilidades, com previsão de rajadas de vento entre 60 km/h e 100 km/h, ocorrência frequente de descargas elétricas, queda de galhos e árvores, danos a estruturas mais vulneráveis e possibilidade de interrupções no fornecimento de energia elétrica.
O mar segue agitado, com ondas acima de quatro metros no litoral gaúcho, elevando o risco para atividades marítimas.
A frente fria também provoca queda nas temperaturas, com mínimas entre 7°C e 3°C nas serras gaúcha e catarinense, e possibilidade pontual de geada em áreas de maior altitude.






