O Brasil está adotando a Carteira de Identidade Nacional (CIN) para substituir o RG tradicional, utilizando o CPF como número único de identificação.
O novo modelo unifica os cadastros estaduais, fortalece a segurança contra fraudes e simplifica o acesso a serviços públicos e privados.
Levantamentos recentes indicam que a CIN é mais eficiente na prevenção de fraudes. Um estudo da Serasa Experian analisou mais de 2,8 milhões de transações e identificou indícios de fraude em apenas 0,08% dos casos, muito abaixo dos 3,8% observados com documentos antigos, como RG e CNH.
Além disso, a autenticação de transações mostrou que 86,9% das verificações realizadas com a nova carteira não apresentaram nenhum risco de fraude, evidenciando que a CIN se tornou um documento significativamente mais seguro para identificação civil.
Mecanismos de segurança da CIN
- QR Code: Permite a verificação imediata da autenticidade do documento por órgãos públicos, bancos e instituições autorizadas, confirmando em tempo real se a carteira é verdadeira e dificultando o uso de versões falsificadas.
- Biometria obrigatória: Coleta de digitais e fotografia facial, criando uma base biométrica centralizada que é confrontada tanto no momento da emissão quanto na validação do documento.
- Tecnologia de leitura automática: Semelhante à adotada em passaportes, aumenta a proteção contra fraudes e garante maior confiabilidade na autenticação do documento.
Transição do RG antigo
A transição para a nova carteira está ocorrendo de forma gradual. O RG tradicional permanece válido até 2032, e a troca não é obrigatória de imediato.
Recomenda-se emitir a CIN principalmente em casos de renovação, alteração de dados ou perda do documento. A primeira via do novo modelo é gratuita.
Além da versão física, o cidadão pode acessar a CIN em formato digital pelo aplicativo Gov.br. A versão eletrônica tem o mesmo valor jurídico do documento impresso e pode ser utilizada diretamente no celular, com proteção por senha ou reconhecimento facial.






