A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu adotar uma postura mais rígida em relação aos discursos de “roubo” da arbitragem em seus campeonatos. A entidade máxima do futebol brasileiro entende que as declarações tendenciosas de dirigentes, técnicos e jogadores proporcionam uma desvalorização dos torneios organizados pela CBF.
Os jornalistas Rodrigo Mattos, e Igor Siqueira, do portal UOL, confirmaram que a entidade realizou estudos que indicaram uma parcela de torcedores deixando de assistir aos jogos porque perdeu a confiança nos árbitros brasileiros. Por isso, a CBF vai adotar uma política que vise o respeito às decisões da arbtragem dentro de campo.
No entendimento da CBF, muitas falas estão associando erros pontuais a uma suposta má intenção dos árbitros. Dessa forma, as declarações geram uma percepção equivocada do público sobre falta de qualidade e confiabilidade do quadro de arbitragem.
Para diminuir o volume de reclamações, a entidade defendeu a tese de que todas as críticas muito acima do tom devem render punições pesadas que seriam sentenciadas por um tribunal administrativo, sem necessariamente passar pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Nos últimos anos, a arbitragem brasileira tem sido alvo de várias críticas de jogadores, dirigentes e torcedores, alegando que todos os profissionais possuem más intenções e suas decisões estão influenciando o resultado final dos campeonatos.
No domingo (05), o zagueiro do Bahia, David Duarte, foi taxativo na beira do campo, ao dizer que o árbitro Lucas Casagrande foi até a Arena Fonte Nova para “roubar o clube baiano dentro da própria casa.”
CBF reuniu presidentes e dirigentes do futebol brasileiro
Para apresentar as novas propostas para uma futura liga unificada, o presidente da CBF Samir Xaud, reuniu os principais dirigentes de federações estaduais e representantes dos clubes das séries A e B para um encontro na sede da entidade, com o intuito de discutir a nova política sobre reclamações à arbitragem, além de apresentar outros temas relacionados a melhora do futebol nacional, como fairplay financeiro.
A entidade está engajada em fazer novas mudanças e estabelecer um novo modelo de gestão do futebol brasileiro.





