Mais Tendências - Tribuna de Minas
  • Cidade
  • Contato
  • Região
  • Política
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura
  • Empregos
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados
Mais Tendências - Tribuna de Minas
Sem resultados
Ver todos os resultados

Mistério no Pacífico faz cientistas suspeitarem de algo fora do comum

Por Leticia Florenço
18/03/2026
Em Colunas, Mais Tendências
0
Oceano - Reprodução/iStock

Oceano - Reprodução/iStock

Um fenômeno raro no fundo do Oceano Pacífico chamou atenção de geólogos e pesquisadores de todo o mundo. Pela primeira vez, cientistas conseguiram mapear com detalhes um rompimento de placa tectônica submersa, um processo até então invisível e apenas teorizado.

A técnica, que funciona como um “ultrassom geológico”, permitiu penetrar quilômetros abaixo do leito marinho e revelar estruturas que podem transformar nosso entendimento sobre a dinâmica interna da Terra.

Técnica inovadora

O método utilizado, conhecido como reflexão sísmica, emite ondas sonoras poderosas que atravessam a água e a crosta terrestre. Essas ondas retornam ao navio de pesquisa, sendo captadas por cabos sensoriais de até 15 km de extensão.

O resultado é uma reconstrução tridimensional do interior da Terra, permitindo visualizar falhas e fraturas profundas com precisão inédita. Segundo os pesquisadores, a clareza das imagens é comparável a exames médicos, mas aplicada à escala do planeta.

Descobertas na zona de Cascadia

As observações ocorreram na costa da Ilha de Vancouver, no Canadá, onde as placas Juan de Fuca, Explorer e Norte-Americana se encontram.

Os dados indicam que a microplaca Explorer está se separando da antiga placa de Farallon, em um fenômeno chamado rasgo de placa (slab tearing). Essa ruptura cria novas fronteiras tectônicas e muda a dinâmica interna da Terra, com potenciais impactos futuros sobre terremotos e vulcões no Pacífico Norte.

Entendendo a zona de subducção

Zonas de subducção são regiões onde uma placa mergulha sob outra, alimentando cadeias de montanhas e vulcões ativos, além de originar grandes terremotos. No entanto, elas não são permanentes.

Ao longo de milhões de anos, forças internas podem enfraquecer e fragmentar as placas, encerrando o mergulho e dando início a novas configurações tectônicas.

O que os cientistas observaram em Cascadia é exatamente isso: uma subducção em colapso, que começa a se transformar em movimentos laterais típicos de falhas transformantes, como a famosa Falha de San Andreas.

Implicações geológicas e riscos

Embora o processo seja lento e sem risco imediato para humanos, ele representa uma mudança no equilíbrio da crosta terrestre. A ruptura redistribui forças internas, podendo influenciar padrões de terremotos, vulcanismo e até o relevo.

Modelos sugerem que a fratura pode abrir “janelas” no manto terrestre, permitindo a ascensão de magma quente, o que explicaria a formação de novos vulcões na região oeste do Canadá.

Observando o planeta em tempo geológico real

Para os cientistas, esse evento é uma oportunidade única de ver a Terra se reorganizando diante de nossos olhos. Segundo Brandon Shuck, geólogo da Universidade Estadual da Louisiana e autor do estudo publicado na Science Advances, trata-se de “uma imagem clara de uma zona de subducção em vias de extinção”.

O fenômeno confirma que o planeta está em constante remodelagem, e que novas fronteiras tectônicas surgem naturalmente, moldando continentes e oceanos ao longo de bilhões de anos.

Ao monitorar a progressão do rasgo de placas, pesquisadores esperam entender melhor como forças internas se redistribuem e como isso afeta regiões distantes da ruptura.

A pesquisa também reforça a importância de técnicas avançadas de geociências para explorar áreas inexploradas do planeta, revelando mistérios que permaneciam escondidos nas profundezas do Pacífico.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
LogoCaro leitor,

O acesso ao conteúdo será liberado imediatamente após o anúncio.

Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

Próximo post
Reprodução: Raul Baretta / Santos FC

O projeto de R$ 1 milhão que Neymar está usando para ser convocado na Copa do Mundo 2026

Confira!

MEI - Foto: (Imagem/Reprodução)

Governo quer diminuir o teto do MEI para evitar rombo de R$ 50 bilhões nas contas públicas

30/05/2026
Cabelo Branco - Reprodução/iStock

A cor de cabelo que some com os fios brancos sem precisar retocar toda semana

30/05/2026
Carne - Reprodução/iStock

4 cortes de carne que açougueiros experientes escolhem para bife no dia a dia

30/05/2026

Copyright Tribuna de Minas. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo dessa página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem a autorização escrita da Tribuna de Minas

Contato

Bem-vindo de volta!

Faça login abaixo

Esqueceu a senha?

Recupere sua senha

Insira seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Log In

Adicionar nova Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Contato

Tribuna de Minas