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Uber é condenada a pagar R$ 17 mil por erro em corrida

Por Leticia Florenço
18/03/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Justiça - Reprodução/iStock

Justiça - Reprodução/iStock

A condenação da Uber pela 1ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Amazonas revela como falhas aparentemente simples podem ganhar proporções sérias quando envolvem segurança e confiança.

O caso gira em torno de um adolescente, sobrinho do solicitante da corrida, que foi deixado em um local completamente diferente do destino informado, situação que levou à reversão de uma decisão de primeira instância e ao reconhecimento do direito à indenização.

Distância que muda tudo

Um dos pontos centrais analisados pelo colegiado foi a real dimensão do erro. O local onde o adolescente foi desembarcado ficava cerca de 10 quilômetros distante do destino correto, em uma área diferente da cidade.

Esse detalhe foi decisivo para derrubar a justificativa da empresa de que o passageiro estaria próximo ao destino. Para os magistrados, não se tratava de um pequeno equívoco de localização, mas de uma falha significativa na execução do serviço contratado.

Falha na prestação do serviço

O relator, juiz Jorsenildo Dourado do Nascimento, foi categórico ao afirmar que a corrida não foi concluída como deveria. O serviço contratado previa o transporte até um destino específico e isso não foi cumprido.

Com isso, o caso se enquadra nas regras do Código de Defesa do Consumidor, que estabelece a responsabilidade objetiva do fornecedor. Ou seja, a empresa deve responder pelo erro independentemente de ter havido intenção ou negligência direta.

Além da indenização, foi determinada a devolução do valor gasto em uma segunda corrida, necessária para completar o trajeto.

O valor da indenização

Com base em todos esses elementos, a Turma Recursal fixou a indenização em R$ 17 mil, valor considerado adequado para compensar o abalo psicológico sofrido. A quantia também tem caráter pedagógico, servindo como alerta para que empresas aprimorem seus serviços e evitem situações semelhantes.

Embora o processo esteja sob segredo de justiça, os fundamentos da decisão trazem reflexões importantes sobre responsabilidade, segurança e direitos do consumidor.

O caso evidencia que, mesmo em serviços digitais e automatizados, o fator humano e a execução correta continuam sendo essenciais.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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