Em 16 de março de 2026, o Nubank anunciou sua filiação à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em um movimento estratégico vinculado ao processo de obtenção da licença bancária plena junto ao Banco Central (BC).
A aprovação da associação ocorreu de forma unânime pelo Conselho Diretor da federação, seguindo recomendação de Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco, garantindo à fintech acesso aos órgãos decisórios e maior influência nas discussões estratégicas do setor financeiro.
Filiação à Frebaban
A filiação do Nubank à Febraban sinaliza uma aproximação institucional após anos de divergências com bancos tradicionais, que incluíram críticas sobre tributação, concorrência e perfil de crédito da fintech.
A empresa foi questionada por concentrar sua carteira em linhas de crédito mais onerosas, sem atuação em financiamento imobiliário, de veículos ou do agronegócio.
Apesar disso, a Febraban ressaltou que a adesão do Nubank reforça a pluralidade de visões e a abertura ao diálogo entre diferentes modelos de negócios.
A associação ocorre em contexto de mudanças regulatórias do Banco Central, anunciadas em novembro de 2025, que restringiram o uso dos termos “banco” ou “bank” por fintechs sem licença bancária.
Atualmente, o Nubank opera com capital próprio e de acionistas, podendo conceder empréstimos, mas ainda sem intermediação financeira tradicional.
A instituição também mantém participação em entidades do setor, como Zetta, ABBC e ANBIMA, contribuindo para pautas de inovação, competitividade e sustentabilidade, e cumpre normas regulatórias, incluindo os Princípios de Basileia e prestação de contas à Receita Federal e ao COAF.
Situação do Nubank
Fundado há 12 anos, o Nubank atende 131 milhões de clientes globalmente, sendo 113 milhões no Brasil, mais de 60% da população adulta. Em 2025, registrou receita de US$ 16,3 bilhões e lucro líquido de US$ 2,9 bilhões.
Regulado como S2 pelo Banco Central, ainda não opera oficialmente como banco, possuindo licenças de instituição de pagamento, SCFI e corretora de títulos.
A fintech poderá obter licença plena solicitando ao BC ou adquirindo uma instituição autorizada, decisão ainda indefinida. O mercado reagiu positivamente, com alta nas ações da Nu Holdings (NU), refletindo confiança na expansão e consolidação da fintech como banco no sistema financeiro brasileiro.






