Depois de anos sem exibir a Fórmula 1 em sua programação, a Rede Globo voltou a transmitir a principal categoria do automobilismo mundial em 2026. Mas uma decisão inesperada dos organizadores de prova da F1 vai retirar a transmissão de corridas neste ano na emissora carioca.
O Presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, anunciou no sábado (14) que as corridas nos autódromos de Sakhir, no Bahrein e Jeddah, na Arábia Saudita estão canceladas em razão da escalada nos conflitos militares do Oriente Médio. Os dois circuitos estavam programados para o mês de abril.
– “Infelizmente foi uma decisão que precisava ser tomada considerando o que está acontecendo naquela região. E sempre quando você precisa ter esse tipo de ação, não é nada fácil. Mas agradeço a FIA (Federação Internacional do Automobilismo) e os organizadores de prova que entenderam completamente a situação para o melhor do nosso esporte.” – relatou Domenicali.
Em nota, a FIA confirmou o cancelamento dos Grandes Prêmios programados para os países do Oriente Médio e garantiu que não havrerá circuitos substitutos no calendário. Também foram confirmados a exclusão das etapas da Fórmula 2, Fórmula 3 e F1 Academy agendadas no mesmo final de semana em que occoreriam as corridas da F1.
Com isso, a Rede Globo ficará sem corridas da Fórmula 1 na programação em todo o mês de abril, já que os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita eram os únicos do próximo mês. A categoria só volta às pistas nos dias 01 a 03 de Maio, no Grande Prêmio de Miami, nos Estados Unidos.
Fórmula 1 já teve casos de cancelamentos em países em guerra anteriormente
Historicamente, a Fórmula 1 tomou a decisão de cancelar eventos da categoria semanas antes da realização das provas no Bahrein. Em 2011, o país asiático estava enfrentando um episódio de revolução que ficou conhecido como Primavera Árabe. Os protestos civis no país motivaram os organizadores da FIA a suspender a corrida em razão de segurança.
Recentemente, em 2022, a F1 rescindiu o contrato com os organizadores do cirecuito de Sochi, na Rússia, em razão do conflito do país com a Ucrânia. Desde então, os russos não receberam provas da categoria.






