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Ozempic, Mounjaro e mais: queda de exclusividade promete baratear canetas emagrecedoras nesta semana

Por Leticia Florenço
13/03/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Caneta emagrecedora - Reprodução/iStock

Caneta emagrecedora - Reprodução/iStock

A possível queda da patente de medicamentos amplamente conhecidos como Ozempic e Wegovy marca um momento decisivo para o mercado de tratamentos contra obesidade e diabetes no Brasil.

Esses remédios, que utilizam a substância semaglutida e são aplicados por meio de canetas semanais, revolucionaram a forma como médicos lidam com essas condições.

Agora, com o término da exclusividade de mercado se aproximando, cresce a expectativa de uma transformação importante: a chegada de novas versões produzidas por diferentes laboratórios e, possivelmente, preços mais acessíveis para pacientes.

Embora muitas pessoas chamem essas futuras alternativas de “genéricos”, o enquadramento correto costuma ser o de medicamentos “similares”, especialmente porque estamos falando de produtos biológicos ou de estrutura molecular complexa.

Isso significa que os novos medicamentos precisam passar por análises rigorosas para comprovar eficácia, segurança e equivalência terapêutica antes de chegarem às farmácias.

O que muda com o fim da patente

A patente da semaglutida, princípio ativo presente em Ozempic e Wegovy, deve expirar por volta do dia 20 de março, abrindo caminho para que outras empresas farmacêuticas desenvolvam versões semelhantes.

Esse movimento costuma desencadear uma intensa competição entre laboratórios, que buscam lançar seus próprios produtos rapidamente para conquistar espaço no mercado.

Até agora, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária já recebeu 14 pedidos de análise de medicamentos baseados na semaglutida. O processo regulatório, no entanto, não acontece da noite para o dia.

Cada produto precisa apresentar estudos clínicos, dados sobre fabricação e evidências científicas que comprovem que ele funciona da mesma forma que o medicamento original.

Laboratórios brasileiros entram na disputa

O cenário brasileiro mostra um movimento da indústria farmacêutica nacional. Empresas tradicionais do setor já estão investindo em pesquisas e desenvolvimento para lançar suas próprias versões da semaglutida.

Entre os laboratórios que participam dessa corrida estão a EMS, a Hypera Pharma, a Cimed, a Prati-Donaduzzi e a Biomm. Essas empresas buscam aproveitar o novo cenário para oferecer alternativas nacionais ao medicamento originalmente desenvolvido pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk.

Além disso, a Eurofarma chegou a estabelecer uma parceria com a Novo Nordisk para distribuir canetas semelhantes de aplicação semanal, reforçando a tendência de ampliação da oferta no mercado brasileiro.

Impacto esperado nos preços

Um dos principais efeitos do fim da exclusividade costuma ser a redução gradual de preços. Com mais fabricantes oferecendo medicamentos com a mesma finalidade terapêutica, as farmácias passam a ter maior variedade de opções, aumentando a concorrência.

Atualmente, as canetas de semaglutida ainda possuem preços elevados no Brasil, o que limita o acesso de muitos pacientes.

Com a entrada de versões similares produzidas por laboratórios nacionais, especialistas acreditam que os valores poderão cair ao longo do tempo, tornando o tratamento mais viável para uma parcela maior da população.

Esse movimento já aconteceu em outros casos. Existem, por exemplo, versões similares de medicamentos de aplicação diária baseados na liraglutida, substância usada para tratar diabetes e obesidade, produzidas por empresas nacionais, como a EMS.

O crescimento de novos concorrentes globais

Enquanto novas versões da semaglutida se aproximam do mercado, outras empresas farmacêuticas também apostam em alternativas inovadoras para o tratamento da obesidade.

A Novo Nordisk, por exemplo, investe em uma versão mais potente da semaglutida em comprimido, conhecida como “Wegovy pill”, que já foi aprovada e comercializada nos Estados Unidos e aguarda avaliação no Brasil.

Já a farmacêutica Eli Lilly, responsável pelo medicamento Mounjaro, também desenvolve uma pílula voltada ao controle de peso. A empresa pretende lançar essa alternativa assim que obtiver autorização regulatória.

Um mercado em rápida transformação

O interesse crescente por tratamentos farmacológicos contra obesidade e diabetes transformou esse segmento em um dos mais promissores da indústria global de medicamentos.

As chamadas “canetas emagrecedoras” ganharam popularidade não apenas entre pacientes com indicação médica, mas também entre pessoas em busca de perda de peso rápida.

Com o avanço das pesquisas, a chegada de novos concorrentes e o fim de patentes importantes, o mercado tende a se tornar mais dinâmico.

A expectativa é que, nos próximos anos, os pacientes encontrem uma variedade maior de opções terapêuticas, incluindo versões injetáveis e comprimidos, com preços potencialmente mais acessíveis.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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