O cometa 3I/ATLAS, identificado em julho de 2025 pelo telescópio Atlas, no Chile, vem despertando grande interesse da comunidade astronômica devido à sua origem interestelar e composição química atípica.
Observações recentes realizadas com o radiotelescópio ALMA, no deserto do Atacama, indicam que o objeto contém quantidades excepcionalmente altas de metanol, um tipo de álcool, muito acima do registrado em cometas do Sistema Solar.
Concentração de álcool
De acordo com os cientistas, a elevada proporção de metanol em relação ao cianeto de hidrogênio (HCN) sugere que o 3I/ATLAS se formou em um ambiente físico e químico completamente distinto do encontrado no Sistema Solar.
O álcool foi detectado tanto no núcleo quanto nos grãos de gelo presentes na coma, o halo de gás e poeira que circunda o cometa — uma característica inédita em objetos interestelares.
Pesquisas anteriores conduzidas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelaram que a coma do 3I/ATLAS é predominantemente composta por dióxido de carbono (CO₂), fenômeno raro entre cometas conhecidos.
Além disso, o observatório Swift identificou a presença de hidroxila (OH), evidenciando água e sinais de atividade cometária, embora com padrões diferentes daqueles observados em cometas do nosso sistema.
Cometa 3I/ATLAS
- Classificação: Cometa interestelar, terceiro objeto confirmado fora do Sistema Solar, após 1I/ʻOumuamua e 2I/Borisov.
- Trajetória: Hiperbólica, não preso à gravidade solar, com velocidade de 221.000 km/h (61 km/s).
- Idade e origem: Formado há 10 a 12 bilhões de anos em ambiente frio e pobre em metais, indicando origem em outro sistema estelar.
- Observações recentes: Passou próximo a Júpiter em março de 2026, permitindo análise de efeitos gravitacionais; seguirá deixando o Sistema Solar.
- Composição: Possui metanol abundante, CO₂ dominante na coma e sinais de água, fornecendo “fingerprint” de outro sistema planetário.
- Status científico: Cometa natural interestelar, com características sendo gradualmente compreendidas






