Faltando 92 dias para o início da Copa do Mundo FIFA 2026, uma notícia chocante abalou o futebol mundial: Irã decidiu não participar do torneio. Qualificado desde 2024, o país do Oriente Médio está em conflito com os Estados Unidos desde o ataque que vitimou o líder do país, o aiatolá Ali Khamenei.
O anúncio da desistência do Irã em disputar a Copa do Mundo em Junho foi televisionado no canal estatal do país, declarado pelo Ministros dos Esportes iraniano Ahmad Donyamali.
– “Desde que este governo corrupto (dos Estados Unidos) assassinou nosso líder, não estamos em condições de participar da Copa do Mundo. Fomos forçados a lutar em duas guerras em oito ou nove meses, e milhares de nossos compatriotas foram martirizados. Portanto, não podemos ter esse tipo de presença” – exclamou o Ministro do Esporte iraniano.
A FIFA não se manifestou sobre as declarações de Donyamali. O presidente do órgão, Gianni Infantino, esteve em reuniões com o presidente norte-americano Donald Trump na noite desta terça-feira (10), a fim de entender a postura do país com os iranianos que gostariam de assistir a Copa do Mundo. Em nota, o mandatário da entidade afirmou que as conversas foram positivas.
– “Conversei com Donald Trump sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de a seleção iraniana ter se classificado para participar da Copa do Mundo da FIFA de 2026. Durante as discussões, o presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos.” – relatou Infantino.
– “Todos nós precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao Presidente dos Estados Unidos por seu apoio, pois isso demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo.” – finalizou o presidente da FIFA.
A decisão negativa do Irã aconteceu menos de 24 horas após a publicação da nota de Gianni Infantino. A FIFA estuda qual medida adotará nos próximos dias.
Opções de seleções na repescagem da Copa
Segundo apuração do portal UOL, a FIFA estuda três cenários diante da desistência do Irã em disputar a Copa do Mundo. Em um primeiro momento, a entidade deixaria o grupo G, que ainda tem Bélgica, Nova Zelândia e Egito, com apenas essas três seleções, porém esse formato implicaria em mudanças no planejamento comercial do torneio.
Outra possibilidade é a inclusão do Iraque, representante do continente asiático na repescagem, entrar diretamente para a fase de grupos. Os Emirádos Árabes ficariam com a vaga nos playoffs de acesso.
A alternativa mais remota é a ampliação de vagas da repescagem, passando de duas para três seleções classificadas para o mundial. Nova Caledônia, Jamaica, Bolívia, Suriname, Iraque e República Democrática do Congo estão nessa fase.





