O Brasil voltou a registrar crescimento nos casos de mpox em 2026, acendendo um alerta nas autoridades de saúde. Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que o número de infecções confirmadas mais que dobrou nas últimas semanas, refletindo um avanço da doença em algumas regiões do país.
Apesar da aceleração nas notificações, especialistas ressaltam que o cenário ainda está sob controle e não configura uma emergência sanitária nacional. O sistema público de saúde continua monitorando a evolução da doença, realizando diagnósticos e acompanhando possíveis contatos de pessoas infectadas.
Avanço recente dos casos no país
De acordo com o painel oficial de monitoramento do Ministério da Saúde, o Brasil já soma 129 casos confirmados de mpox em 2026. O crescimento ocorreu principalmente a partir da segunda metade de fevereiro, período em que o volume de diagnósticos passou a aumentar de forma mais acelerada.
Mesmo com o aumento, o número atual ainda é considerado inferior ao registrado em anos anteriores. Em 2025, por exemplo, o país encerrou o ano com mais de mil casos confirmados, mostrando que a doença continua sendo acompanhada pelas autoridades de saúde.
Outro ponto observado pelas equipes de vigilância epidemiológica é o grande volume de notificações em investigação. Atualmente, mais de 570 suspeitas seguem sendo analisadas para confirmação ou descarte da infecção.
São Paulo concentra maior parte dos registros
O avanço da mpox no Brasil está fortemente concentrado em um estado específico. O estado de São Paulo aparece como o principal epicentro da doença no país neste início de ano.
Somente o território paulista reúne 86 casos confirmados, o que representa cerca de dois terços de todas as infecções registradas no Brasil até agora. Especialistas apontam que fatores como densidade populacional, grande circulação de pessoas e maior capacidade de testagem podem contribuir para esse número elevado.
Na sequência aparecem outros estados com registros menores, mas ainda relevantes no monitoramento nacional.
Distribuição dos casos por estado:
- São Paulo: 86 casos
- Rio de Janeiro: 19 casos
- Rondônia: 10 casos
- Minas Gerais: 7 casos
- Rio Grande do Norte: 3 casos
- Rio Grande do Sul: 3 casos
- Paraná: 2 casos
- Sergipe, Santa Catarina, Paraíba, Goiás, Ceará e Distrito Federal: 1 caso cada
Essa distribuição mostra que a doença já aparece em diferentes regiões do país, ainda que de forma pontual em muitos locais.
Monitoramento continua ativo no sistema de saúde
As autoridades sanitárias destacam que o Brasil possui estrutura para identificar rapidamente novos casos da doença. O Sistema Único de Saúde mantém protocolos específicos para diagnóstico, acompanhamento clínico e rastreamento de contatos.
A vigilância epidemiológica também trabalha com estratégias de prevenção, orientando profissionais de saúde e ampliando a comunicação com a população para evitar a disseminação do vírus.
Outro dado que traz certo alívio é o fato de que, até o momento, nenhuma morte causada pela doença foi registrada no país em 2026.
Comparação com o cenário do ano anterior
O avanço atual ainda é considerado menor que o observado anteriormente. Em 2025, o Brasil contabilizou 1.079 casos confirmados e duas mortes relacionadas à mpox.
Esse histórico reforça a importância do monitoramento constante, já que surtos localizados podem ocorrer ao longo do tempo, especialmente em áreas com maior concentração de população.
As autoridades ressaltam que o aprendizado adquirido nos últimos anos contribuiu para uma resposta mais rápida das equipes de saúde.
Sintomas que exigem atenção
A mpox é uma doença viral que apresenta sinais semelhantes aos de outras infecções, especialmente nas fases iniciais. Entre os primeiros sintomas estão:
- Febre repentina
- Dor de cabeça intensa
- Dores musculares
- Sensação de cansaço ou fraqueza
- Inchaço dos linfonodos, conhecidos popularmente como ínguas
Após essa fase inicial, a doença costuma evoluir para o surgimento de lesões na pele. Essas manifestações podem aparecer na face, nas mãos, nos pés e também na região genital.
Importância do diagnóstico precoce
Especialistas reforçam que a procura por atendimento médico ao perceber os primeiros sintomas é fundamental para evitar a transmissão da doença.
Unidades de saúde públicas e privadas estão aptas a realizar avaliação clínica e encaminhar exames quando necessário. O acompanhamento adequado ajuda a reduzir riscos e contribui para interromper possíveis cadeias de transmissão.
Enquanto isso, as autoridades seguem monitorando de perto a evolução dos casos, buscando impedir que o aumento recente se transforme em um surto mais amplo no país.






