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Esse peixe tem muito mais Ômega 3 que o salmão e é famoso no Brasil

Por Leticia Florenço
05/03/2026
Em Colunas, Mais Tendências
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Cavalinha - Reprodução/iStock

Cavalinha - Reprodução/iStock

Quando o assunto é alimentação saudável, o salmão costuma ser citado como uma das principais fontes de ômega 3. Popular em dietas equilibradas e frequentemente associado à proteção do coração, o peixe ganhou fama mundial por seu perfil nutricional.

No entanto, pesquisas recentes indicam que um peixe bastante conhecido no Brasil pode apresentar níveis ainda maiores desse nutriente essencial.

Trata-se da cavalinha, também chamada de cavala em algumas regiões. Encontrada com facilidade em feiras livres, mercados e peixarias brasileiras, ela reúne características que vêm chamando a atenção de especialistas em nutrição e pesquisadores da área de alimentação.

Estudo aponta alta concentração do nutriente

De acordo com dados divulgados pela revista científica Nature Food, a cavalinha pode conter cerca de 5.134 miligramas de ômega 3 a cada 100 gramas. O número chama atenção quando comparado ao teor médio encontrado no salmão, que gira em torno de 2.260 miligramas na mesma porção.

O ômega 3 é um tipo de gordura considerada benéfica para o organismo humano. Entre seus principais efeitos estão a contribuição para a saúde cardiovascular, o apoio ao funcionamento do cérebro e a redução de processos inflamatórios no corpo.

Especialistas explicam que a alta concentração desse nutriente na cavalinha está relacionada principalmente ao seu padrão alimentar e ao ambiente em que vive.

Alimentação e habitat explicam riqueza nutricional

A cavalinha se alimenta de plâncton e pequenos organismos marinhos naturalmente ricos em ácidos graxos essenciais. Além disso, por viver em águas frias, o peixe tende a acumular mais gorduras consideradas saudáveis, que ajudam na manutenção de sua energia e sobrevivência.

Outro fator destacado por pesquisadores é o ciclo de vida relativamente curto da espécie. Peixes maiores e mais longevos costumam acumular maiores quantidades de metais pesados ao longo do tempo.

No caso da cavalinha, o tamanho menor e a vida mais curta fazem com que o risco de bioacumulação de contaminantes, como o mercúrio, seja geralmente menor.

Benefícios nutricionais vão além do ômega 3

Além da alta concentração de gorduras benéficas, a cavalinha também apresenta outros nutrientes importantes para o organismo. O peixe é fonte de proteínas de alto valor biológico, fundamentais para a manutenção da massa muscular e para o funcionamento do metabolismo.

Sua composição inclui ainda vitaminas do complexo B, como B6 e B12, que participam de processos relacionados ao sistema nervoso e à produção de energia no corpo.

Outro destaque é a presença de vitamina D, nutriente importante para a saúde óssea e para o fortalecimento do sistema imunológico. Minerais como selênio, fósforo e magnésio também estão presentes na composição do alimento.

Alternativa mais acessível ao consumidor

Além dos benefícios nutricionais, a cavalinha também se destaca pelo preço mais baixo em comparação com o salmão, que em grande parte é importado e costuma apresentar valores elevados no mercado brasileiro.

A disponibilidade do peixe em diferentes regiões do país e sua presença frequente em feiras e mercados fazem com que ele seja considerado uma alternativa acessível para quem deseja aumentar o consumo de peixes ricos em ômega 3.

Diante desse cenário, especialistas apontam que incluir espécies como a cavalinha na alimentação pode ser uma estratégia simples para diversificar a dieta e ampliar a ingestão de nutrientes importantes para a saúde.

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Leticia Florenço

Leticia Florenço

Filha da Terra da Luz, jornalista pela Universidade de Fortaleza (Unifor).

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